18 de junho de 2010

ARGENTINA VENCE A CORÉIA DO SUL


Atacante marca três na goleada argentina sobre a Coreia do Sul e deixa time de Maradona a um empate das oitavas

Com um desempenho brilhante do atacante Gonzalo Higuaín, do Real Madrid, a seleção da Argentina goleou a Coreia do Sul por 4 a 1, ontem, em partida disputada no Estádio Soccer City, em Johannesburgo.
O triunfo praticamente garantiu a classificação da Argentina para as oitavas-de-final na África do Sul, já que a equipe chegou aos seis pontos, com 100% de aproveitamento no Grupo B.
Os argentinos estão na liderança isolada da chave, com seis pontos, três à frente de Coreia do Sul e Grécia, e Nigéria, com apenas um. Com isso, a Argentina dependerá de apenas um empate contra a Grécia, no dia 22, para garantir a ponta na chave.

Domínio
Como na sua estreia, a Argentina começou a partida com o controle da posse de bola, trocando passes no setor ofensivo, diante de um adversário que mantinha todos os seus jogadores atrás da linha da bola e tentava contra-atacar.
Acionado pela esquerda do ataque, Di Maria avançou em velocidade pela esquerda e foi derrubado por Oh Beom-Seok. Messi fez a cobrança aos 17 minutos, a bola passou por Demichelis, bateu na perna do centroavante Park Chu-Young e foi para o gol, sem chance de defesa para Jung Sung-Ryong.
A equipe de Maradona chegou ao segundo gol após uma cobrança de falta. Aos 33 minutos, Maxi Rodríguez cruzou da esquerda, Burdisso desviou e a bola sobrou para Higuaín, que cabeceou para baixo, aumentando a vantagem da Argentina.

Bobeada
Apesar do amplo domínio argentino, a Coreia do Sul marcou aos 46 minutos, após falha grotesca de Demichelis. O goleiro Sung-Ryong deu um chutão, Chu-Young desviou a bola de cabeça e Demichelis, sozinho, não conseguiu dominar a bola, que sobrou para Chung-Yong tocar por cima de Romero.
Na segunda etapa, a postura ofensiva e a vontade da Argentina de definir logo o jogo deixou espaços na sua defesa. Aos 12, Yeom Ki-Hun recebeu sozinho na direita e finalizou para fora, desperdiçando boa oportunidade de gol para a Coreia do Sul.
Mas o trio ofensivo formado por Messi, Higuaín e Agüero, que substituiu Tevez durante o segundo tempo, brilhou na parte final do jogo. Aos 31 minutos, Messi tabelou com Agüero, que chutou na trave. A bola sobrou para Higuaín, livre e em posição de impedimento, não assinalado pela arbitragem, apenas empurrar a bola para as redes.
Com espaço nos contra-ataques, a Argentina chegou ao quarto gol aos 35. Messi deu um belo passe para Agüero na esquerda, que cruzou para Higuaín marcar, de cabeça, o seu terceiro gol na partida, definindo a goleada da Argentina e se tornando o artilheiro da Copa com três gols no torneio.

CHAVE PARA A VITÓRIA
Trio atormenta coreanos
A seleção da Argentina confirmou a vocação ofensiva do esquema tático armado pelo técnico Diego Maradona ao golear a Coreia do Sul por 4 a 1, ontem.
Assim como havia acontecido na partida de estreia, contra a Nigéria, Maradona escalou a equipe com os atacantes Higuaín, Messi e Tevez. Os três jogadores são velozes, atormentaram os defensores sul-coreanos e criaram várias chances de gol durante a partida.

Finalizações
Os três gols de Higuaín são explicados pela insistência e precisão nas finalizações. A seleção da Argentina chutou 22 vezes no jogo e sete delas foram do atacante do Real Madrid.
Messi, outro destaque individual da Argentina, foi ao lado de Higuaín o jogador que mais finalizou. Porém, apenas três das suas tentativas atingiram o gol sul-coreano e, assim, o astro do Barcelona ainda não marcou gols na Copa do Mundo.
Em entrevista após o jogo, Messi deixou clara a vontade de deixar sua marca. Conhecedor de sua capacidade, porém, o atacante disse estar tranquilo quanto a isso. O jeito, afirmou, é não desistir. "Estou criando as oportunidades e no momento certo o gol vai sair", disse. "Vai sair na próxima partida (contra a Grécia)", previu.

Retratação
Diego Maradona pediu desculpas, ontem, pelos comentários irônicos que fez um dia antes sobre Platini, mas não fez o mesmo com Pelé, sobre quem também havia adotado um tom depreciativo. Platini, presidente da Uefa, e Pelé, considerado o melhor jogador da história do futebol mundial, haviam colocado em dúvida sua capacidade como técnico.
"Recebi uma carta de Platini na qual esclarece não ter dito o que vocês, jornalistas, dizem que disse", destacou Maradona. "Por isso quero minhas externar minhas desculpas a Platini, mas não a Pelé", disse na parte final da sua entrevista após o jogo.

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