1 de maio de 2010

Viaturas à espera por leilão há 2 anos

Carros com pneus furados, lataria danificada, vidros quebrados, ferrugem, bancos estragados. Aproximadamente 80 viaturas, que foram substituídas por veículos Hilux usados no programa Ronda do Quarteirão, em 2008 e 2009, hoje levam sol e chuva. Muitas têm as portas abertas, e o mato já crescido no terreno vai tomando conta.
No pátio do Comando Geral da Polícia Militar, na avenida Aguanambi, perto da rotatória, elas aguardam há cerca de dois anos um leilão. Ele nunca chega, porém.
De acordo com o relações públicas da corporação, o major Marcus Costa, o leilão é a ``única maneira de se desfazer de um bem móvel do Estado``.
A PM explica que os carros, de modelo Parati, embora sejam de 2004 e 2005, têm quilometragem avançada. Por isso, necessitam de conserto com mais frequência, o que os torna antieconômicos. ``Elas teriam um custo de manutenção alto que não justificaria o investimento.``
Além desses veículos, há quatro quadriciclos estacionados. As máquinas, que foram utilizadas no policiamento de parte da faixa litorânea de Fortaleza, principalmente na Beira Mar e na Praia do Futuro, apresentam uma camada espessa de ferrugem. Os bancos também estão frouxos, desajustados. A PM informa que há 90 motocicletas à espera do leilão, que será realizado pela Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag). ``Nós informamos à Seplag e eles se encarregam.``
A assessoria da Seplag informou que o leilão das viaturas, quadriciclos e motos deverá ser executado no começo de junho. A secretaria adianta: o leiloeiro já foi contratado. Para a Seplag, não há atraso no processo.
Segundo o major Marcus Costa, embora tenham no máximo cinco anos, o prazo recomendado de renovação de uma frota de veículos é de dois anos. ``Um carro particular estaria em perfeito estado, mas uma viatura é diferente, ela roda 24 horas, tem um desgaste muito maior, roda em ruas em condições não muito boas. A parte de suspensão compromete muito. Demanda um desgaste maior``. Costa acrescenta: todos os componentes eletrônicos das viaturas foram retirados antes de os carros permanecerem todo esse tempo ali, expostos.
Em relação aos quadriciclos, o major explica: a maresia diminui ainda mais o tempo de uso desses equipamentos. ``Estive no Rio, e lá o prazo de renovação da frota de carros, por exemplo, é de dois anos.``


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