Depois que a última pesquisa Datafolha apontou crescimento de sete pontos percentuais de Dilma Rousseff e empate com José Serra, PSDB deve repensar sua estratégia e agenda
Sob o impacto do último Datafolha, que registra um empate com a petista Dilma Rousseff para a Presidência, a coordenação de campanha de José Serra (PSDB-SP) se reúne hoje para redesenhar sua estratégia e agenda, que agora será intensificada. Além disso, o partido pretende fazer uma nova investida sobre Aécio Neves, que volta terça-feira após 25 dias fora do País, para que ele aceite ser vice na chapa.
O comando da campanha tucana avalia que, com Aécio na vice, Serra somaria mais dois milhões de votos, ao menos. Aécio encontrará um cenário em que aliados, antes relutantes, recomendem que reconsidere. Na semana passada, o secretário-geral do PSDB-MG, Lafayette de Andrada, expressou esse desejo - foi a primeira vez que um dirigente tucano em MG admitiu a chapa puro-sangue. ``Vou conversar com ele, sem ansiedade para que seja vice, mas para que trabalhe de corpo e alma na campanha--, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O ex-ministro Pimenta da Veiga conversará com Aécio esta semana sobre seu futuro político.
Ainda pesa sobre Aécio um tropeço do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Cotado como alternativa ao mineiro, Dornelles apresentou, na semana passada, uma emenda que atenua a exigência de ficha limpa para que o político concorra às eleições.
A campanha irá priorizar visitas a Estados onde Serra não tem boa performance, mas pretende também demarcar espaço em tradicionais redutos eleitorais e acelerar a montagem de palanques até agora em segundo plano, como Amazonas. Os tucanos evitam falar em mudanças imediatas, mas admitem que a pesquisa, além de acender o sinal amarelo, revela que a eleição será muito acirrada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário