7 de maio de 2010

Descoberto novo golpe com cartões

O funcionário de uma empresa violava os envelopes e o cartão de crédito do cliente era usando antes da entrega

Um novo e inusitado golpe foi descoberto pela equipe da Delegacia de Defraudações e Falsificações e pode ter lesado um número incalculável de pessoas que utilizam cartões de crédito e cheques. O golpe envolvia o funcionário de uma empresa de entrega de documentos. Ele violava os envelopes, retirava os cartões, que eram desbloqueados e utilizados ilegalmente. Em seguida, os envelopes eram novamente lacrados e os entregues aos clientes, que de nada desconfiavam.
A descoberta aconteceu quando um cliente foi contatado pela administradora sobre a utilização de um valor muito alto de seu cartão. "Acontece que e ele não tinha, sequer, recebido o cartão", contou o delegado Jaime Paula Pessoa Linhares, titular da DDF. As compras foram realizadas no dia 24 de abril e a vítima só recebeu o cartão, devidamente lacrado no envelope, no dia 28.
"Foram realizadas compras em estabelecimentos diferentes, de quase três mil reais cada uma. Apesar de o envelope estar lacrado quando chegou ao titular do cartão, a tarja magnética já apresentava alguns riscos e o plástico não tinha mais a tarja de segurança", contou.

Investigação
A empresa que fazia a entrega dos cartões auxiliou a Polícia nas investigações, fornecendo as informações necessárias para que o caso fosse esclarecido.
"Era estranho. O envelope chegava para o cliente lacrado e com o cartão original. Descobrimos que os lotes de envelopes estavam sendo desviados por um entregador que foi aliciado por uma terceira pessoa, e então os cartões eram utilizados e recolocados nos envelopes, novamente vedados com a utilização de uma máquina", explicou o delegado. Com os cheques, ocorria um mecanismo diferente. A Polícia descobriu que folhas de cheques foram clonadas.
O entregador envolvido no esquema foi identificado como Francisco Câmara e o homem para quem repassava os lotes de cartões e cheques, também, como Antônio Bruno. Câmara confessou que recebia entre 300 e 400 reais por cada lote de documentos e disse em depoimento na Polícia Civil que fazia o desvio da mercadoria desde o início deste ano.

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