Boletins internos indicam a realocação de 62 praças, nove oficiais e quatro sub-oficiais. O Choque também mudou de sub-comandante. Além disso, 27 sindicâncias foram abertas para apurar a conduta de PMs durante a ``greve branca``
E apenas seis dias, o Comando Geral da Polícia Militar do Ceará transferiu 75 PMs de suas lotações originais. As medidas foram publicadas em quatro boletins emitidos pela cúpula da Corporação. Os documentos são datados de 13, 14, 17 e 18 de maio.
O POVO teve acesso ao material. O número final poderia ter chegado a 78, não fosse a revogação de três mudanças - também publicada no último relatório. As transferências vêm 20 dias depois da ``greve branca`` e coincidem com a fase final das negociações entre Estado e policiais. Desde abril, a categoria reivindica melhorias trabalhistas. Na próxima terça-feira, 25, tem a última reunião no Quartel Central.
As decisões afetam principalmente soldados, cabos e sargentos - os chamados praças. Dentre eles, foram 62 transferidos. Mas incidem também sobre capitães (oito), sub-tenentes (quatro) e tenente (um).
As unidades de Fortaleza foram as que mais registraram modificações. O 5º Batalhão - Centro - foi o que teve o maior número de ``baixas``: 17. Em seguida, veio o Batalhão de Choque - com 12. Três batalhões do Interior contabilizaram 13 trocas: oito no 2º Batalhão, em Juazeiro do Norte; quatro no 4º Batalhão, em Canindé; e uma no 7º Batalhão, em Crateús. Apenas o 3º Batalhão (Sobral) não teve alterações.
As demais transferências ocorreram na Polícia Rodoviária Estadual, Presídio Militar, Pelotão de Motos, Comando de Policiamento do Interior, Departamento de Apoio Logístico, Esquadrão de Polícia Montada, Companhia de Comando e Serviço, Companhia de Policiamento de Guarda, Batalhão de Polícia Comunitária e Colégio da Polícia Militar.
Sindicâncias
Os boletins citam ainda a abertura de 27 sindicâncias contra PMs. Cada processo refere-se a um policial que se recusou a dirigir viatura do Ronda do Quarteirão durante a paralisação do mês passado. Os militares alegaram não terem o curso para direção de veículos de emergência, exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Comando, porém, argumenta que todos têm capacitação. Com isso, sobe para 41 o total de investigação dessa natureza, já que outras 14 sindicâncias, conforme O POVO divulgou no último dia 14, foram abertas pelo comandante-geral da PM, coronel William Alves Rocha, no último dia 12.
Além disso, um Inquérito Policial Militar (IPM) será aberto para investigar a apresentação de repousos médicos no dia 25 de abril, domingo em que foi deflagrada a ``Operação Tolerância Zero``. Com ela, os policiais tentaram abarrotar as delegacias em plena decisão de campeonato estadual.
Os boletins divulgam também a mudança no sub-comando do Choque. O cargo será ocupado pelo major Edson Edálcio Aragão Silva - antes do 5º BPM. O Major Rodrigo Wilson Melo, que detinha o posto, foi remanejado para a Diretoria de Pessoal.
O POVO teve acesso ao material. O número final poderia ter chegado a 78, não fosse a revogação de três mudanças - também publicada no último relatório. As transferências vêm 20 dias depois da ``greve branca`` e coincidem com a fase final das negociações entre Estado e policiais. Desde abril, a categoria reivindica melhorias trabalhistas. Na próxima terça-feira, 25, tem a última reunião no Quartel Central.
As decisões afetam principalmente soldados, cabos e sargentos - os chamados praças. Dentre eles, foram 62 transferidos. Mas incidem também sobre capitães (oito), sub-tenentes (quatro) e tenente (um).
As unidades de Fortaleza foram as que mais registraram modificações. O 5º Batalhão - Centro - foi o que teve o maior número de ``baixas``: 17. Em seguida, veio o Batalhão de Choque - com 12. Três batalhões do Interior contabilizaram 13 trocas: oito no 2º Batalhão, em Juazeiro do Norte; quatro no 4º Batalhão, em Canindé; e uma no 7º Batalhão, em Crateús. Apenas o 3º Batalhão (Sobral) não teve alterações.
As demais transferências ocorreram na Polícia Rodoviária Estadual, Presídio Militar, Pelotão de Motos, Comando de Policiamento do Interior, Departamento de Apoio Logístico, Esquadrão de Polícia Montada, Companhia de Comando e Serviço, Companhia de Policiamento de Guarda, Batalhão de Polícia Comunitária e Colégio da Polícia Militar.
Sindicâncias
Os boletins citam ainda a abertura de 27 sindicâncias contra PMs. Cada processo refere-se a um policial que se recusou a dirigir viatura do Ronda do Quarteirão durante a paralisação do mês passado. Os militares alegaram não terem o curso para direção de veículos de emergência, exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Comando, porém, argumenta que todos têm capacitação. Com isso, sobe para 41 o total de investigação dessa natureza, já que outras 14 sindicâncias, conforme O POVO divulgou no último dia 14, foram abertas pelo comandante-geral da PM, coronel William Alves Rocha, no último dia 12.
Além disso, um Inquérito Policial Militar (IPM) será aberto para investigar a apresentação de repousos médicos no dia 25 de abril, domingo em que foi deflagrada a ``Operação Tolerância Zero``. Com ela, os policiais tentaram abarrotar as delegacias em plena decisão de campeonato estadual.
Os boletins divulgam também a mudança no sub-comando do Choque. O cargo será ocupado pelo major Edson Edálcio Aragão Silva - antes do 5º BPM. O Major Rodrigo Wilson Melo, que detinha o posto, foi remanejado para a Diretoria de Pessoal.

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