Comando Geral da PM instaura sindicância para apurar conduta de 14 policiais do Ronda que se recusaram a dirigir viaturas durante ``greve branca.`` Policiais falam em represálias
Quatorze policiais do Ronda do Quarteirão que participaram da ``greve branca``, no fim de abril, estão sendo alvos de uma investigação interna na Corporação. Na última quarta-feira, o Comando Geral da Polícia Militar determinou a instauração de sindicâncias para apurar a conduta de 14 PMs que teriam se recusado a dirigir as Hilux nos dias 26 e 27 de abril. Durante o movimento, várias viaturas ficaram paradas nos pátios dos quartéis da Capital e Região Metropolitana.
O prazo para conclusão da sindicância é de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 20. Se ficar comprovado que a conduta foi irregular, os PMs podem ser penalizados com medidas administrativas. ``Pode ser desde uma advertência até uma sanção restritiva de liberdade``, informa o relações públicas da PM no Ceará, major Marcus Costa. Na sanção restritiva, o policial fica recolhido numa unidade militar. ``Ele fica detido por alguns dias. Tem o direito de circular no quartel, mas não pode sair de lá``, explica o major.
Estratégia
Para aderir à ``greve branca``, os policiais usaram como argumento a não realização de um curso de condutor de veículo de emergência, exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Após o fim do movimento, o Comando da PM entrou em contato com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE) e verificou que 14 policiais que se recusaram a dirigir haviam feito o curso. ``Somente esses estão sendo investigados``, ressalta o relações públicas da PM.
Durante as investigações, serão ouvidos todos os policiais acusados. Eles terão um prazo para apresentar sua defesa. Com base em provas e nos relatos das testemunhas, o presidente da sindicância dará o seu parecer. Mas quem decidirá se os policiais devem ou não ser punidos é o comandante-geral da PM, coronel William Alves Rocha. Segundo o major Marcus Costa, a expulsão do PM não está entre as penalidades previstas em caso de sindicância.
Bruno de Castro

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