19 de abril de 2010

Uso de pulseiras coloridas chega ao Cariri


Cada conjunto de pulseiras coloridas custa R$ 1,00 e pode ser adquirido facilmente nos estabelecimentos

Crato. A principio, era apenas um modismo inocente, ou mais um adereço nos pulsos dos jovens. De repente, viraram caso de polícia. São as pulseiras coloridas e de silicone, que se transformaram num jogo de conotação sexual.
Cada cor representa um ato afetivo, que vai desde um abraço a relações sexuais completas. As pulseiras passaram a ser visadas depois que uma adolescente de 14 anos foi estuprada no Paraná por usar o acessório. Também há suspeitas de que as pulseiras causaram a morte de duas meninas em Manaus.
Na Assembleia Legislativa do Ceará tramita um Projeto de Lei que proíbe o uso dos adereços nas escolas estaduais. No Cariri, diretores de escolas estão se reunindo com alunos, professores e pais com o objetivo de adverti-los quanto ao perigo deste modismo importado da Inglaterra que invade a cultura sertaneja.
No Cariri, a novidade é facilmente encontrada em banquinhas de camelôs e armarinhos.
Cada conjunto com 20 pulseiras custa R$ 1,00 em média. Elas são chamadas pelos vendedores de "pulseira da malhação". Mas também são conhecidas como "pulseira do sexo" e "pulseira da amizade". Surgida na Inglaterra e disseminada por comunidades virtuais, a prática consiste na atribuição de atos afetivos - que vão desde um abraço até relações sexuais completas - de acordo com a cor da pulseira. Quem arrebentá-la terá direito a receber o "favor".
Muitos usam as pulseiras vendidas por camelôs sem saber o significado. Para a maioria das adolescentes, as pulseiras coloridas não eram nada mais do que um adereço bonito e na moda. A adolescente J. A. C., por exemplo, usava uma pulseira preta no braço sem saber o significado da cor. Ao descobrir que estava se expondo a violência sexual, não usa mais o enfeite.
Para o pastor da Igreja Batista do Crato, Samuel Macedo Lobo, esta moda representa uma degradação moral, uma violação aos principais elementares que devem orientar o ser humano, no sentido de que as pulseiras não contribuem para a formação humanística. Em várias cidades do Brasil estão proibidas a venda e o uso do adorno.

Brasil
Em Londrina (PR), a proibição é do juiz da Vara da Infância e da Juventude Ademir, Ribeiro Richter. As coloridas ´pulseira do sexo´ entraram na lista negra de mais uma cidade brasileira.
Na última quinta-feira, foi a vez de a prefeitura do Rio de Janeiro proibir o uso das pulseiras pelos estudantes das escolas municipais. Com a decisão, pelo menos sete cidades brasileiras já têm alguma restrição aos acessórios. A medida foi adotada em Campo Grande e Dourados (MS), onde a proibição se estende às escolas particulares.





Antônio Vicelmo
Repórter

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