Crise na Igreja pode atingir as finanças da instituição na Itália; maior perigo é a diminuição das doações
Roma. Oficiais do Vaticano temem que a atual crise de imagem que atinge a Igreja Católica, com denúncias em todo o mundo de abusos cometidos por membros da Igreja contra crianças e jovens, possa ter um efeito devastador nas finanças da instituição na Itália, informou ontem o jornal britânico "The Guardian".
"A mídia sempre fala de ações de classes, indenizações para as vítimas de abuso pelo clero e despesas legais, que, desde 2001, forçaram dioceses americanas a vender escolas, hospitais, conventos e universidades", disse uma fonte do Vaticano citada pelo jornal. "Mas, na verdade, o pior estrago econômico vem do colapso das doações", acrescentou.
Os italianos que pagam imposto de renda têm até o fim de julho para declarar os rendimentos de 2009 e, de acordo com um sistema em vigor em vários países da Europa, eles podem optar em repassar uma parte de seus impostos para a Igreja. Na Itália, 0,8% da arrecadação com o imposto de renda é dividido entre organizações dirigidas pelo Estado e religiões reconhecidas, conforme a opção do declarante, explica o jornal britânico.
O número de declarantes na Itália que escolheram repassar parte de seu imposto para a Igreja alcançou 90% em 2004, e caiu para 87% em 2008, segundo o "Guardian". No ano passado, essas doações representaram cerca de 900 milhões de euros (cerca de R$ 2 bilhões) para a Igreja, informa o jornal.
A Igreja Católica enfrenta um escândalo maior sobre os acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres.
O cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, se reunirá no próximo dia 30 com os bispos que investigam a poderosa congregação mexicana Legionários de Cristo, cujo fundador, o falecido padre Marcial Maciel, abusou por décadas de jovens seminaristas e manteve vários filhos secretamente. Trata-se da primeira reunião que será celebrada depois da investigação determinada pelo papa Bento XVI no ano passado.
De acordo com o comunicado oficial, os resultados no encontro, no entanto, não serão divulgados.
Roma. Oficiais do Vaticano temem que a atual crise de imagem que atinge a Igreja Católica, com denúncias em todo o mundo de abusos cometidos por membros da Igreja contra crianças e jovens, possa ter um efeito devastador nas finanças da instituição na Itália, informou ontem o jornal britânico "The Guardian".
"A mídia sempre fala de ações de classes, indenizações para as vítimas de abuso pelo clero e despesas legais, que, desde 2001, forçaram dioceses americanas a vender escolas, hospitais, conventos e universidades", disse uma fonte do Vaticano citada pelo jornal. "Mas, na verdade, o pior estrago econômico vem do colapso das doações", acrescentou.
Os italianos que pagam imposto de renda têm até o fim de julho para declarar os rendimentos de 2009 e, de acordo com um sistema em vigor em vários países da Europa, eles podem optar em repassar uma parte de seus impostos para a Igreja. Na Itália, 0,8% da arrecadação com o imposto de renda é dividido entre organizações dirigidas pelo Estado e religiões reconhecidas, conforme a opção do declarante, explica o jornal britânico.
O número de declarantes na Itália que escolheram repassar parte de seu imposto para a Igreja alcançou 90% em 2004, e caiu para 87% em 2008, segundo o "Guardian". No ano passado, essas doações representaram cerca de 900 milhões de euros (cerca de R$ 2 bilhões) para a Igreja, informa o jornal.
A Igreja Católica enfrenta um escândalo maior sobre os acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres.
O cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, se reunirá no próximo dia 30 com os bispos que investigam a poderosa congregação mexicana Legionários de Cristo, cujo fundador, o falecido padre Marcial Maciel, abusou por décadas de jovens seminaristas e manteve vários filhos secretamente. Trata-se da primeira reunião que será celebrada depois da investigação determinada pelo papa Bento XVI no ano passado.
De acordo com o comunicado oficial, os resultados no encontro, no entanto, não serão divulgados.
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