Em assembleia geral, PMs decidem deflagrar ``Operação Tolerância Zero`` neste domingo. Ideia é superlotar delegacias com flagrantes. Eles tentam forçar encontro com Governo. Comando da PM desconhece
O próximo domingo será dia de operação ``Tolerância Zero`` para a Polícia Militar do Ceará. Em assembleia geral realizada ontem, cerca de 600 PMs decidiram ``intensificar a pressão sobre o Governo`` superlotando as delegacias do Estado. Eles reivindicam aumento salarial, promoções, plano de saúde e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Hoje, são 48h. Várias reuniões de negociação aconteceram, mas não se chegou a um acordo.
A greve especulada por alguns setores da corporação foi descartada. Com a ``Tolerância Zero``, os policiais pretendem lavrar o máximo de flagrantes justo num dia de clássico-rei (Fortaleza x Ceará) em final de campeonato estadual.
Pelas previsões da categoria, o inchaço deve acontecer nas três primeiras horas de expediente. ``É uma medida drástica. Vamos autuar de casos de roubo e homicídio a quem ouve som em altura não permitida``, explicou o diretor-presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz.
Até uma simples discussão pode ir parar na Delegacia. ``Você está na rua e ouve um palavrão... Flagrante por crime de injúria. Qualquer futilidade que um PM presenciar pode virar flagrante``, emendou o vice-presidente da Associação dos Oficiais e Bombeiros Militares, capitão Giuliano Rocha.
A decisão pela Operação foi quase unânime. E muitos queriam uma segunda edição já para o final de semana seguinte. Contudo, preferiram esperar o reflexo do que acontecerá este domingo. ``Vocês vão é conseguir a antipatia da sociedade. Muitas pessoas podem se machucar``, ponderou o presidente da Associação de Cabos e Soldados Militares do Ceará, Flávio Sabino, que é contra a operação.
Houve quem pedisse moderação nos ataques ao Governo, apenas com a realização de passeatas e protestos na Assembleia Legislativa. Porém, até mulheres de soldados endossaram o coro em prol da ``Tolerância Zero``.
Quem encabeça a articulação, descarta a possibilidade de abusos de autoridade acontecerem. ``O pessoal vai saber ponderar. Nenhum cidadão será prejudicado. Os policiais são treinados para distinguirem uma confusão de algo corriqueiro``, ponderou o capitão.
Caso a Operação não force mais rodadas de negociação, os profissionais falam em aquartelamento (espécie de greve, com esposas impedindo a saída dos PMs de onde eles são lotados).
Sem informação
Ao O POVO, o relações públicas da PM, major Marcos Costa, afirmou que, às 21h37min, o comando da Polícia desconhecia qualquer deliberação tomada pela categoria. ``Mas o preocupante seria se eles não dessem expediente. Pelo o que você me disse, eles vão trabalhar. E não acredito que forjarão ocorrências``, ponderou ele.
A greve especulada por alguns setores da corporação foi descartada. Com a ``Tolerância Zero``, os policiais pretendem lavrar o máximo de flagrantes justo num dia de clássico-rei (Fortaleza x Ceará) em final de campeonato estadual.
Pelas previsões da categoria, o inchaço deve acontecer nas três primeiras horas de expediente. ``É uma medida drástica. Vamos autuar de casos de roubo e homicídio a quem ouve som em altura não permitida``, explicou o diretor-presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz.
Até uma simples discussão pode ir parar na Delegacia. ``Você está na rua e ouve um palavrão... Flagrante por crime de injúria. Qualquer futilidade que um PM presenciar pode virar flagrante``, emendou o vice-presidente da Associação dos Oficiais e Bombeiros Militares, capitão Giuliano Rocha.
A decisão pela Operação foi quase unânime. E muitos queriam uma segunda edição já para o final de semana seguinte. Contudo, preferiram esperar o reflexo do que acontecerá este domingo. ``Vocês vão é conseguir a antipatia da sociedade. Muitas pessoas podem se machucar``, ponderou o presidente da Associação de Cabos e Soldados Militares do Ceará, Flávio Sabino, que é contra a operação.
Houve quem pedisse moderação nos ataques ao Governo, apenas com a realização de passeatas e protestos na Assembleia Legislativa. Porém, até mulheres de soldados endossaram o coro em prol da ``Tolerância Zero``.
Quem encabeça a articulação, descarta a possibilidade de abusos de autoridade acontecerem. ``O pessoal vai saber ponderar. Nenhum cidadão será prejudicado. Os policiais são treinados para distinguirem uma confusão de algo corriqueiro``, ponderou o capitão.
Caso a Operação não force mais rodadas de negociação, os profissionais falam em aquartelamento (espécie de greve, com esposas impedindo a saída dos PMs de onde eles são lotados).
Sem informação
Ao O POVO, o relações públicas da PM, major Marcos Costa, afirmou que, às 21h37min, o comando da Polícia desconhecia qualquer deliberação tomada pela categoria. ``Mas o preocupante seria se eles não dessem expediente. Pelo o que você me disse, eles vão trabalhar. E não acredito que forjarão ocorrências``, ponderou ele.

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