12 de abril de 2010

Penaforte descarta apoio a Cid se PT estiver na chapa

Presidente do PSDB do Ceará rejeita a hipótese de o partido dividir palanque com petistas. Situação do PSDB no Estado está mais indefinida do que nunca

O ex-governador de São Paulo, José Serra, durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSDB, sábado, em Brasília(Foto: DIVULGAÇÃO/OBRITONEWS)

Enquanto a candidatura nacional é lançada, a situação do PSDB e dos partidos de oposição no Ceará está mais indefinida do que nunca. Em uma curiosa convergência com o PT, o presidente tucano no Ceará, Marco Penaforte, afirma que está descartada a possibilidade de o partido apoiar o a reeleição do governador Cid Gomes (PSB) caso os petistas também estejam na aliança. ``Nesse ponto, nós e o PT concordamos. Ambos queremos ver o outro do outro lado``, afirmou Penaforte. ``A presença do PT na coligação inviabiliza nossa presença``.
A declaração foi feita a despeito de recente afirmação do dirigente de fato do PSDB cearense, o senador Tasso Jereissati, que declarou faltar apenas ``alguns arranjos`` para fechar a aliança com Cid. As negociações passam, inclusive, por um possível acordo informal, algo que o PT tampouco aceita. E Penaforte enfatiza: ``Não temos nenhum interesse em compor com o PT no Ceará``, afirmou, em Brasília, durante o encontro nacional que lançou a pré-candidatura de José Serra (PSDB) a presidente da República, no último sábado.
Segundo o comando tucano do Estado, perto de 200 pessoas integravam a comitiva cearense. Estavam lá prefeitos, deputados, além de nomes como o presidente da Federação das Induústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo.
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), procurou, porém, ser menos incisivo sobre a presença em uma coligação que envolvesse também a participação petista. Disse esperar a definição sobre a situação do irmão do governador, o deputado federal Ciro Gomes (PSB). ``O Ciro ainda é candidato a presidente. Quando o Ciro deixar de ser candidato, ou se o Ciro confirmar a candidatura dele, é que nós vamos ter mais clareza sobre o Ceará``.
Guerra reconheceu que a candidatura de Ciro cria um cenário atípico para a sucessão presidencial no Estado em relação ao resto do Brasil. Segundo ele, pesquisas internas confirmam que o padrão de intenções de voto que se verifica em todo o País não se repete entre os eleitores cearenses. ``No Ceará é naturalmente atípico, porque tem lá a candidatura do Ciro. Quando essa candidatura se esvair ou se consolidar, a gente pensa de novo``, disse.
Indefinição que é reconhecida por Penaforte. ``Nós temos um nó na política cearense como nunca vi na vida.`` Ele destacou que há de tudo entre os tucanos estaduais & desde os que defendem alinhamento automático e incondicional a Cid, aos que querem radicalmente o lançamento de uma candidatura de oposição. ``São tantas as variáveis que temos de ir descascando a cebola devagarinho.``

``PPS FOI ÚNICO PARTIDO QUE RESPEITOU CIRO``
> Presidente nacional do PPS, ex-partido de Ciro Gomes (PSB), Roberto Freire comentou em Brasília, durante evento em apoio à pré-candidatura de José Serra à Presidência, a recente carta do deputado federal à sua atual legenda, o PSB, na qual cobra que o partido ``pense grande`` e pressiona pela aprovação de sua candidatura presidencial.
> ``Ele não reconhece isso, mas o único partido que respeitou o Ciro foi o PPS``, disse Freire, que, a partir do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a viver às turras com Ciro em função do apoio ao Palácio do Planalto.
> Em 2005, a disputa culminou com a dissolução do diretório do PPS no Ceará, então dirigido pelo hoje governador Cid Gomes, que se encontrava em Washington. Os Ferreira Gomes acabaram desembarcando no PSB.
> ``O Ciro foi candidato duas vezes à Presidência (pelo PPS), sem precisar fazer carta, apelo``, afirmou ao O POVO. ``Mas quando o PPS pediu para ele respeitar o PPS, ele ficou no Governo``, disse, sobre a negativa do então ministro da Integração Nacional de entregar o cargo que ocupava, quando o PPS decidiu romper.

BASTIDORES DO LANÇAMENTO DE SERRA EM BRASÍLIA
>Uma das estrelas do evento foi Sabrina Sato, repórter do Pânico na TV, da RedeTV. Chegou a colocar autoridades para dançar o Rebolation, como o deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP).
> Outra estrela do evento foi a mestre de cerimônias contratada, a modelo e apresentadora Ana Hickmann. Ao subir ao palco, ouviu-se um grito: ``Bota ela de vice``.
> Apesar de trabalhando no lançamento da candidatura, Ana Hickmann afirmou, na véspera do evento, que não definiu o voto para presidente.
> No início da solenidade, houve correria e aflição entre os seguranças. Era a equipe do programa humorístico-jornalístico CQC, da TV Bandeirantes.

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