Dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a bancos e carros-fortes apenas escalaram um muro para ganhar a liberdade. Eles haviam sido presos com uma metralhadora e pistolas. Três ainda permanecem na unidade
Dois presos escalaram o muro da cadeira pública de Independência, a 309 quilômetros de Fortaleza, e ganharam a liberdade após utilizarem uma corda feita de lençóis (conhecida como Tereza). O fato poderia até ser apontado como mais um registro da falta de estrutura das cadeias públicas do interior do Estado, se os fugitivos não fossem integrantes de uma quadrilhas de assaltantes de bancos e carros-fortes do Ceará, presos no fim de janeiro, em Quiterianópolis, também no Sertão de Crateús, a 400 quilômetros da Capital, com uma metralhadora, pistolas, revólveres e coletes à prova de balas.
Francisco Anderson Mendonça, o Galo Branco, 20, e Mardônio de Oliveira do Nascimento, 23, são acusados de participação nos assaltos às agências do Banco do Brasil de Novo Oriente e de Independência, no ano passado, além de investigados como integrantes do grupo que sitiou o município de Pedra Branca, no início do ano, e realizou assaltos simultâneos contra duas agências, além da agência dos Correios e de uma casa lotérica. Outros três integrantes da quadrilha, incluindo o chefe William Coutinho Gonçalves, 22, permanecem da unidade carcerária.
``Não há dúvidas que a cadeia de Independência não representa qualquer obstáculo para eles. O lugar não possui a mínima segurança e não reúne condições de ficar com presos de alta periculosidade``, observou o delegado Osmar Berto, titular da Regional do Tauá e responsável pelo inquérito que apura os crimes da quadrilha.
De acordo com o delegado, o juiz e o promotor de justiça de Independência deveriam ter visitado a cadeia pública do município e verificado que o lugar não comportaria presos de alta periculosidade. ``Mas quem sou eu para falar sobre as obrigações da Justiça. Sou apenas o cara que terá que ir atrás dos fugitivos``, comentou.
O titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Wilder Brito, também criticou a permanência de presos perigosos em cadeias públicas de segurança mínima. ``É preciso que todos ajam com profissionalismo, tanto o aparelho da segurança pública como a Justiça``, ressaltou.
Francisco Anderson Mendonça, o Galo Branco, 20, e Mardônio de Oliveira do Nascimento, 23, são acusados de participação nos assaltos às agências do Banco do Brasil de Novo Oriente e de Independência, no ano passado, além de investigados como integrantes do grupo que sitiou o município de Pedra Branca, no início do ano, e realizou assaltos simultâneos contra duas agências, além da agência dos Correios e de uma casa lotérica. Outros três integrantes da quadrilha, incluindo o chefe William Coutinho Gonçalves, 22, permanecem da unidade carcerária.
``Não há dúvidas que a cadeia de Independência não representa qualquer obstáculo para eles. O lugar não possui a mínima segurança e não reúne condições de ficar com presos de alta periculosidade``, observou o delegado Osmar Berto, titular da Regional do Tauá e responsável pelo inquérito que apura os crimes da quadrilha.
De acordo com o delegado, o juiz e o promotor de justiça de Independência deveriam ter visitado a cadeia pública do município e verificado que o lugar não comportaria presos de alta periculosidade. ``Mas quem sou eu para falar sobre as obrigações da Justiça. Sou apenas o cara que terá que ir atrás dos fugitivos``, comentou.
O titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Wilder Brito, também criticou a permanência de presos perigosos em cadeias públicas de segurança mínima. ``É preciso que todos ajam com profissionalismo, tanto o aparelho da segurança pública como a Justiça``, ressaltou.
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