Todos os pronunciamentos de ontem, na Assembleia Legislativa, sobre a construção de um estaleiro na Praia do Tintanzinho, em Fortaleza, foram de críticas à prefeita Luizianne Lins (PT), exceção apenas para os deputados Artur Bruno e Nelson Martins, ambos do PT. Eles, no entanto, não fizeram qualquer defesa da prefeita.
O deputado Moésio Loiola (PSDB), em um aparte ao discurso do deputado Carlomano Marques (PMDB) foi o mais cáustico nas críticas à prefeita. Segundo o deputado, "se entregarem à Luizianne as duas maiores empresas do mundo para ela administrar, a Coca-Cola e Wolkswagem ela quebra as duas em uma semana".
A afirmação do deputado foi em meio ao aparte duvidando que a prefeita executaria o projeto anunciado de requalificação da área do Tintanzinho, acrescentando que estão sem fim as obras dos Cucas e do Hospital da Mulher, dentre outras.
Racionalidade
O deputado Welington Landim (PSB) destacou a manchete de ontem do Diário do Nordeste, "Cid pede racionalidade; prefeita não abre mão". Para o deputado, antes de tudo é preciso diálogo entre Luizianne Lins e Cid Gomes. Ele argumenta que para se resolver qualquer problema político em época de eleição, todos se sentam para dialogar, mas agora, "para trazer desenvolvimento não se conversa". "Cadê o bom senso? Peço racionalidade. Não se pode ser contra só por ser contra", criticou.
Não apenas Landim e Moésio criticaram a postura da prefeita em relação ao problema da construção do estaleiro. Para o deputado Osmar Baquit (PSDB), "no apagar das luzes", a Prefeitura "inventou" um projeto que não existe apenas para tentar inviabilizar que o Governo traga o estaleiro para a Praia do Titanzinho, entendendo ainda que o projeto proposto por Luizianne não será viável pelo simples fato de a Prefeitura não ter recursos.
Incentivando
O líder dos tucanos na Assembleia, João Jaime (PSDB), pondera que se a prefeita bater o pé e impedir a instalação do equipamento em Fortaleza ela estará acabando com a possibilidade de geração de 1200 empregos diretos. Ao invés de ser contrária ao estaleiro, o tucano entende que a prefeita deveria esta incentivando a formação de cursos profissionalizantes para que o empreendimento utilizasse a mão de obra existente no próprio Titanzinho.
"Ser contra só pelo fato ideológico. Ser contra porque não quero e porque essa cidade tem dono. Isso não pode ser discutido desse jeito. A cidade de Fortaleza não pode perder um empreendimento como esse".
A audiência pública realizada na Câmara, na terça-feira, também foi comentada pelos deputados. O deputado Osmar Baquit (PSDB) classificou a discussão como de "baixo nível". Para o deputado Carlomano Marques (PMDB), o debate sobre o estaleiro está "descambando para o vedetismo". Ele comentou ainda o bate-boca ocorrido entre os vereadores João Alfredo (PSOL) e Magaly Marques (PMDB), sua irmã.
5 de março de 2010
ESTALEIRO - DEBATE NA ASSEMBLEIA
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