Projeto do senador cearense garante pagamento adicional do Bolsa Família para crianças que obtiverem melhores notas. PT é contra e promete recorrer para que plenário vote a medida
Principal programa social do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa família virou centro de um debate entre petistas e a oposição ontem no Senado. Com voto contrário da líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), os tucanos conseguiram aprovação na Comissão de Educação da Casa do projeto que cria benefício adicional ao Bolsa Família para os
estudantes que tiverem bom desempenho escolar.
Irritada, Ideli acusou a oposição de fazer uso político do programa em ano eleitoral. ``É uma disputa político-partidária Mas fazer isso em cima de crianças é inadmissível``, disse a senadora. Para Ideli, o projeto, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), vai colocar em cima das crianças a responsabilidade de obter boas notas em troca do adicional do benefício. ``O objetivo do Bolsa Família era reduzir o trabalho infantil, retirando das crianças a responsabilidade de trazer dinheiro para casa``, destacou. Tasso negou uso eleitoral. ``Eles é que têm todo o viés político nas suas ações. Não tem nada que façam que não tenha coisa eleitoral por trás``.
O valor do adicional não ficou definido pelo projeto, nem como se dará a avaliação das crianças. A regulamentação será feita pelo executivo.
O projeto tem caráter terminativo e poderia seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Mas o PT anunciou que entrará com recursos e pedirá para que a matéria seja votada em plenário.
Irritada, Ideli acusou a oposição de fazer uso político do programa em ano eleitoral. ``É uma disputa político-partidária Mas fazer isso em cima de crianças é inadmissível``, disse a senadora. Para Ideli, o projeto, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), vai colocar em cima das crianças a responsabilidade de obter boas notas em troca do adicional do benefício. ``O objetivo do Bolsa Família era reduzir o trabalho infantil, retirando das crianças a responsabilidade de trazer dinheiro para casa``, destacou. Tasso negou uso eleitoral. ``Eles é que têm todo o viés político nas suas ações. Não tem nada que façam que não tenha coisa eleitoral por trás``.
O valor do adicional não ficou definido pelo projeto, nem como se dará a avaliação das crianças. A regulamentação será feita pelo executivo.
O projeto tem caráter terminativo e poderia seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Mas o PT anunciou que entrará com recursos e pedirá para que a matéria seja votada em plenário.
O POVO

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