17 de fevereiro de 2010

MINHA CASA, MINHA VIDA

Um dos principais articuladores da Prefeitura na Câmara Municipal, vereador Walter Cavalcante (PHS), criticou, na última sessão ordinária da Câmara, a morosidade do programa Minha casa, Minha Vida em Fortaleza. Para o parlamentar, o Município e o Estado também devem participar das discussões para que o projeto não se torne uma "falácia" na Capital cearense.

Mesmo compondo a base governista, Walter revelou que o programa pode vir a tornar-se uma "plataforma política" durante a campanha eleitoral deste ano. "Até agora não se vê uma casa em Fortaleza", disse, referindo-se às famílias que recebem de zero a três salários mínimos e que ainda não foram beneficiadas pelo projeto.

Walter lembrou a contrapartida que o governador Cid Gomes (PSB) prometeu para a efetivação do programa e disse que é necessário aliar forças também junto às casas legislativas para que as residências prometidas para as famílias de baixa renda inscritas saiam do papel.

A vereadora Eliana Gomes (PCdoB), que preside uma comissão temporária criada recentemente para acompanhar o andamento do referido projeto em Fortaleza, vem há vários meses criticando a lentidão do Minha Casa, Minha Vida e a falta de informações para a população cadastrada que reclama a falta, inclusive, de prazos para entrega das primeiras residências na Capital deste Estado.

Em aparte, a vereadora reconheceu que o governador Cid Gomes também tomou a responsabilidade sobre o projeto porque entende que precisa colaborar para que o programa seja posto em prática.

Repasses

Ainda na tribuna, Walter Cavalcante revelou que Fortaleza perdeu parte dos repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desde que foi aprovada na Assembleia uma lei que modifica os critério de distribuição das verbas do imposto. Um dos quesitos para a distribuição é a qualidade da educação, que na Capital tem baixa avaliação.

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