
Ciro afirmou que são mínimas as chances de aceitar o apelo de Lula para disputar o governo de São Paulo
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou ontem, na volta aos trabalhos do Congresso Nacional, que pretende ser mesmo candidato à presidência da República - e, consequentemente, não disputar o governo de São Paulo, como defendem seus aliados do PT. A confirmação de que vai insistir na candidatura ao Palácio do Planalto foi dada por Ciro à jornalista Cristina Lôbo.
Segundo a jornalista informou em seu blog, na volta aos trabalhos do Congresso Nacional e depois de pesquisa demonstrando que perdeu pontos na corrida presidencial, Ciro Gomes disse que seu propósito é disputar a sucessão do presidente Lula. Ele afirmou que são mínimas, perto de zero, as chances de aceitar o apelo do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo.
Cristina Lôbo reportou que, depois de um rápido abraço em Antonio Palocci, no cafezinho da Câmara dos Deputados, Ciro Gomes disse que pretende levar sua candidatura à presidência até onde der - "até outubro, às urnas", disse - e argumentou que há espaço para sua candidatura na corrida presidencial, dentro do campo de apoio ao presidente Lula. Antonio Palocci anunciou ontem que não disputará o governo de São Paulo, vaga que o PT oferece a Ciro Gomes.
Candidatura alternativa
"Pretendo ser candidato à presidência e explorar as riquezas e complexidades de uma eleição em dois turnos. Acho que posso ter participação importante, pois valoriza o eleitor dando-lhe mais uma alternativa e não aquele voto por negação, do tipo voto neste porque não gosto daquele", afirmou o deputado federal do PSB. "Acho que só eu posso fazer o discurso do conservar o rumo extraordinário traçado pelo presidente Lula, com a necessidade indispensável de renovação", completou o deputado federal.
A declaração de Ciro ocorre no momento em o presidente Lula, segundo aliados, estaria convencido de que sua estratégia é a de ter uma única candidatura no campo governista, de modo a polarizar a disputa entre PT e PSDB - "nós contra eles", tem dito Lula. Mas Ciro Gomes parece não concordar com a avaliação de Lula. " É indisfarçável que sou aliado de Lula, mas o trato como líder político e não como mito. Assim, discordo da avaliação dele. Alguns o tratam como mito, como santo, como inquestionável", disse Ciro, acrescentando que não recebe recados do presidente Lula sobre a estratégia eleitoral, mas conversa diretamente com ele.
Na última conversa do presidente da República com Ciro Gomes, segundo o deputado federal, ficou "apalavrado" que sua candidatura seria mantida até março, pelo menos, para nova conversa, mas ele pretende mantê-la.
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