19 de fevereiro de 2010

CAMPANHA DA FRATERNIDADE - Uma reflexão sobre consumo


Todas as igrejas cristãs e pessoas de boa vontade são chamadas a refletirem sobre o que consumimos. De onde e como vem cada produto, quem produziu e para onde vai o lucro de cada bem. Essa é a convocação feita pela Campanha da Fraternidade deste ano.
Com o objetivo de denunciar as formas perversas do atual modelo econômico, que promove a desigualdade e enriquecimento de poucos, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) lança a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2010. A intenção é mostrar que é possível desconstruir os atuais valores que se baseiam no dinheiro e incentivar os valores como o bem comum, a justiça e a solidariedade.
No lançamento da CFE 2010, "Economia e Vida", que aconteceu ontem a tarde, no Centro Pastoral Maria Mae da Igreja, o Arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Tosi, explicou o lema "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro"(Mt, 6, 4) e convocou a sociedade para mobilizar esforços em benefício da vida humana e não do capital. A Campanha está 47ª Edição.
Para o padre Luis Sartorel, do Centro de Estudos Bíblicos, o dinheiro tem se tornado um deus, um ídolo, e cabe a própria sociedade mudar essa situação.
"A toda hora vemos números que indicam que está aumentando a fome, a desigualdade entre os povos e o desaparecimento dos bens que a natureza coloca a nossa disposição. Os banqueiros milionários tornaram-se os novos bárbaros que estão invadindo o cotidiano das pessoas e criando novos impérios. Na verdade, toda a estrutura econômica em que nossa sociedade esta construída é hoje insustentável. Os frutos devem ser divididos igualitariamente entre quem trabalha. Temos que nos mexer e mudar a maneira de pensar", assevera o religioso.

O que eles pensam
Mudança na economia vigente
Temos visto a desumanização do trabalho com acumulação financeira de capital e a destruição criativa, mas vários fóruns apontam que um novo mundo é possível. A Campanha está no rumo certo de uma revolução pacífica e silenciosa através da ação

Eduardo Girão
Economista da UFC



Temos o direito de refletir sobre o nosso trabalho e não agirmos como máquinas. Não podemos aceitar a exploração do ser humano em detrimento do enriquecimento de outrem. Se faz necessária uma economia que seja de respeito às pessoas

Ana Maria Freitas
Coordenadora da Caritas



JANAYDE GONÇALVES
REPÓRTER

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