
A bancada do PT pediu ontem o afastamento do deputado Leonardo Prudente, presidente da Câmara Legislativa do DF
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra dos sigilos bancários e fiscal do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), cinco aliados, dois deputados distritais, seis empresas e duas ONGs. A decisão foi tomada pelo ministro Fernando Gonçalves no dia 18 de dezembro, mas só ontem ele autorizou a divulgação da medida.
Os deputados atingidos pela decisão foram o presidente da Câmara, Leonardo Prudente (sem partido), e a líder do governo na Casa, Eurides Brito (PMDB), ambos flagrados em vídeo recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda e delator do esquema ao Ministério Público. Prudente foi filmado colocando o dinheiro em suas meias.
Os demais aliados de Arruda que tiveram seus sigilos quebrados são Fábio Simão (ex-chefe de gabinete), Domingos Lamoglia (conselheiro do Tribunal de Contas do DF), Omézio Pontes (ex-assessor de imprensa), José Luiz Valente (ex-secretário de Educação) e Gibrail Gebrim (ex-funcionário da Secretaria de Educação).
As empresas atingidas são Adler Assessoramento Empresarial e Representações, Vertax Consultoria, Info Educacional, Uni Repro Serviços Tecnológicos, Linknet Tecnologia e Telecomunicações, CTIS Informática, além das ONGs Instituto Fraterna e Associação Brasiliense dos Amigos do Arruda no Distrito Federal.
De acordo com investigações da Polícia Federal, o governador do Distrito Federal estaria a frente de um esquema de arrecadação e distribuição de propinas. Parte do dinheiro teria como destino o bolso de deputados distritais de sua base aliada e outro montante seria dividido entre ele e os principais integrantes do seu governo.
Afastamento
O PT protocolou, ontem, requerimento pedindo o afastamento do deputado Leonardo Prudente (sem partido) da presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Segundo a deputada distrital Erika Kokay (PT), o documento foi assinado pela bancada do PT e pelos parlamentares Reguffe (PDT) e Eliana Pedrosa (DEM).
Prudente e mais sete colegas foram envolvidos no suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina do governador José Roberto Arruda.
Em resposta às pressões para deixar o cargo, Prudente acusou na a oposição de preparar um golpe. Segundo o deputado, o vice-presidente da Casa, Cabo Patrício (PT), é quem trabalha nos bastidores para forçar a troca de comando
"Não é ele (Cabo Patrício) quem vai decidir sobre o afastamento. Apenas os deputados vão decidir o que é melhor para a Casa", afirmou Prudente .
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