12 de janeiro de 2010

Roberto Arruda tem maioria em comissões

Ex-secretários do governador do DF foram escolhidos presidente e relator da CPI que vai analisar impeachment

Brasília O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), conseguiu emplacar, ontem, ampla maioria nas duas comissões que serão responsáveis por analisar os pedidos de impeachment contra ele e também para a CPI que vai investigar o esquema de corrupção no governo local.
Os deputados distritais elegeram, na tarde de ontem, o deputado Geraldo Naves (DEM) presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Dr. Charles para a vice-presidência. A comissão é a primeira instância que vai analisar os pedidos de afastamento contra o governador. O presidente da CCJ será o responsável por indicar o relator dos processos.
Na CCJ, o deputado Chico Leite (PT), que lançou candidatura para presidir os trabalhos, mas acabou derrotado, será o único representante da oposição. Também fazem parte os distritais Batista das Cooperativas (PRP) e Eurides Britto (PMDB). A deputada foi flagrada recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, delator do esquema, colocando em dinheiro na bolsa.
Se um dos três processos de impeachment for aprovado na CCJ, será avaliado por uma Comissão Especial, ainda a ser criada. Pela composição acertada, Arruda terá maioria novamente. Ficou definido que farão parte da comissão: Cristiano Araújo (PTB), Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP), Geraldo Naves (DEM), que são da base aliada, além de Chico Leite (PT).
A comissão especial tem prazo de 10 dias para decidir se as denúncias devem ser aceitas e votadas em plenário. Se for aprovado, abre-se um prazo de 20 dias para o governador apresentar a defesa e um novo parecer precisa ser elaborado e votado em plenário.
Em caso de aprovação, o governador é afastado por 120 dias e com isso começa o processo de cassação que será analisado pelo Tribunal de Justiça e cinco deputados distritais.

Desvios
O procurador da República no Distrito Federal, Carlos Henrique Martins Lima, apresentou à Justiça cinco ações civis públicas acusando as construtoras do vice-governador Paulo Octávio (DEM) de desviarem recursos da sociedade com o Funcef, Fundo de Pensão da Caixa Econômica, para a construção de um shopping. Foram desviados R$ 27 milhões do fundo.

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