
A estudante havia desaparecido no dia 8 de dezembro, na Vila União. No dia 11, o corpo foi encontrado em Aquiraz
Acabou o mistério em torno do desaparecimento de uma adolescente, em Fortaleza, e da descoberta de um corpo humano num matagal às margens da Estrada da Coluna, na localidade de Preaoca, Município de Aquiraz (Região Metropolitana de Fortaleza). O cadáver era da estudante Fernanda de Melo Souza, 12.
Ontem, a Polícia Civil declarou, oficialmente, que a menina foi encontrada morta na tarde do dia 11 de dezembro. O corpo estava despido, já em estado de decomposição e, naquele dia, foi levado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) na condição de indigente. Desde então, permanecia na geladeira aguardando o reconhecimento por parte de familiares.
Sumiu
Depois de tanta procura, a família da garota acabou se deparando com a informação de que um corpo havia sido recolhido pela Polícia, em Aquiraz, e que existiam indícios de que se tratava de uma pessoa do sexo feminino. A mãe da menina, Jucilene Silva de Melo, chegou a prestar uma queixa de seu desaparecimento na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
O caso, porém, foi parar na Delegacia Metropolitana de Aquiraz (DMA). Com a descoberta do corpo, e a desconfiança da família de que o cadáver poderia ser da estudante, foi realizado um exame de DNA. Ontem, finalmente, o laudo chegou às mãos do delegado Moacir Maciel e, com o documento, a comprovação de que, realmente, se tratava de Fernanda.
A família revelou que ela havia saído de casa - no bairro Vila União - no dia 8 de dezembro, sem dizer para onde iria. Chegou a entregar as chaves da residência a uma tia. Depois disso, não mais a encontraram. O desespero tomou conta da avó (que era a mãe adotiva da menina) e da mãe biológica.
A Polícia já tomou vários depoimentos e descobriu um suspeito. Trata-se de um vigia noturno (nome não revelado).
As pistas revelam que, dias antes do sumiço da estudante, ela vinha sendo assediada pelo suspeito. Ele prometera ensinar Fernanda a pilotar sua motocicleta. Estava sempre à procura dela. Outra testemunha disse na Polícia ter visto, dias antes da localização do cadáver, um casal em uma moto trafegando próximo ao local onde, no dia 11, o corpo foi achado.
O delegado Moacir Maciel explicou que, não tem ainda, a informação concreta de que a garota tenha sofrido algum tipo de violência sexual, muito embora existam indícios, entre eles, o fato de o corpo ter sido achado completamente despido. "A família buscou esta informação no SVO, mas os legistas disseram que, somente o laudo esclarecerá isto. Estou aguardando o documento".
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