A ministra da Casa Civil mostrou suas pretensões durante inauguração de gasoduto em Minas Gerais
A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, deixou claro ontem que está cada vez mais próxima de assumir, publicamente, a intenção de disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro.
Questionada se já se considera a sucessora, Dilma respondeu: "Eu acho que o presidente tem de ter um sucessor à altura do governo dele. Eu gostaria muito que me escolhessem como essa sucessora. Não só hoje". A afirmação foi feita logo após ter inaugurado o Gasoduto Paulínia-Jacutinga, em Jacutinga, no sul de Minas Gerais.
Apesar de o assunto do evento ser só energia, ela falou pouco sobre o assunto. Preferiu dedicar quase a totalidade do discurso à promoção de temas que serão parte da campanha presidencial.
Dilma conseguiu encaixar até mesmo o assunto das creches e das enchentes na fala, reservando também espaço à nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Nós vamos dar um salto com o PAC 2", disse, adiantando o tom que dará aos comícios a partir da segunda metade do ano.
A chefe da Casa Civil não perdeu a chance de afagar prefeitos mineiros presentes, prometendo a liberação de recursos do PAC 2 para obras de drenagem, minimizando, assim, o risco de alagamentos. "Que existe chuva, existe. Mas a gente não tem de se conformar". Dilma caprichou no tom social. Ao comentar que o Brasil tem chances de se transformar na quinta maior economia do mundo, ela emendou: "O que nos interessa é transformar o povo em quinta potência".
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