30 de janeiro de 2010

Chuva em São Paulo já deixou 68 pessoas mortas

De acordo com o Inmet, janeiro de 2010 pode bater o recorde de chuva para este período em São Paulo

Balanço divulgado ontem pela Defesa Civil revela que chega a 68 o número de mortos em função da chuva no estado de São Paulo. Desde o dia 1º de dezembro, quando entrou em vigor a Operação Verão, a chuva já atingiu 143 cidades, deixando 52 feridos, três desaparecidos e 9.832 desabrigados (que perderam a casa), dos quais 5.161 continuam nessa situação. Ficaram desalojados (impedidos de voltar a casa) 19.855.
Na capital não há pontos de alagamento, segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). De acordo com o meteorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira, na capital paulista continua chovendo, mas não há previsão de temporais, o que torna baixo o risco de alagamentos. Ele não descartou, porém, o risco de deslizamentos, já que o solo está encharcado e continuará chovendo nos próximos dias.
No interior do estado a situação ainda é complicada, porque além de não parar, a chuva é de maior intensidade, então ainda há risco de alagamentos e deslizamentos. Entretanto, o meteorologista informou que a partir de ontem a chuva começa a diminuir de intensidade em todo o estado, com trégua maior no interior.
De acordo com o Inmet, janeiro de 2010 pode bater o recorde de chuva para o mês em São Paulo, superando o índice registrado em 1947 quando choveu 481 milímetros. Do dia 1º até ontem choveu 474,6 mm, o que segundo o Inmet indica que o mês pode fechar com um número maior do que o de 1947.
Os meteorologistas do Inmet atribuem o excesso de chuva ao fenômeno El Niño, o aquecimento da água no Oceano Pacífico, que altera o regime de chuva no Sul e no Norte do país, o que influencia também no Sudeste, já que a área de instabilidade na região Norte se associa com a frente fria e converge para a região Sudeste, principalmente para São Paulo, provocando chuvas fortes para o estado.

Fatalidade
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que as mortes causadas por deslizamentos e acidentes decorrentes da chuva são uma "fatalidade". "A gente tem procurado minimizar ajudando as prefeituras, mandando geólogos e a Defesa Civil Estadual para identificar as áreas de risco". Serra disse que tem conversado frequentemente com prefeitos de municípios que possuem regiões mais críticas para que formulem planos de retirada imediata das famílias das áreas de risco.

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