21 de janeiro de 2010

´Casim´ muda versão e nega o crime


Pela primeira vez após ser preso, o homem acusado de raptar e matar a menina Alanis falou sobre o caso

"Não tenho mais vida, não tenho mais nada a perder... Não era pra eu ainda estar vivo..."

As declarações são do estuprador Antônio Carlos dos Santos Xavier, 30, durante entrevista concedida, ontem, a uma emissora de TV local dentro da Casa de Privação Provisória da Liberdade III, em Itaitinga, onde permanece recolhido após ter confessado à Polícia Civil o rapto seguido de estupro e assassinato da menina Alanis Maria Laurindo, 5 anos. Ontem, porém, ele voltou atrás, apresentou nova versão e negou tudo.
Durante a entrevista, o acusado tentou, de todas as formas, atribuir os delitos a outra pessoa. Apresentou uma vaga versão sobre o motivo do crime, alegando que raptou Alanis a mando de outras pessoas (não citou o nome de ninguém) e que, pelo ´serviço´, lhe foram prometidos R$ 500,00. Disse que recebeu R$ 200,00 e o restante lhe seria entregue depois.

Dívida
Durante toda a entrevista à TV Jangadeiro, "Casim, como é mais conhecido, assegurou que teve o ´apoio´ das pessoas que lhe contrataram para raptar a menina na porta da igreja do Conjunto Ceará, na noite do último dia 7. "Não posso dizer", repetiu sempre que era indagado sobre os supostos cúmplices. Sustentou que não poderia dizer o nome das pessoas por temer pela segurança de sua namorada.
´Casim´ contou que o rapto da menina seria uma suposta retaliação contra parentes de Alanis por conta de uma dívida de R$ 15 mil. Disse que atraiu a menina na porta da igreja, com pipocas. Depois, a levou dali a pé. Em seguida, passou para uma moto e, depois, um carro. O passo seguinte foi apanhar um ônibus até chegar ao terreno baldio, no bairro Antônio Bezerra, onde, segundo ele, entregou Alanis a outra pessoa após receber um ´toque´ no seu celular.
Contrariando a tudo o que dissera em seu depoimento na Polícia, ele sustentou que não participou do estupro e morte da criança. Se contradisse em vários momentos, principalmente ao falar sobre o trajeto que fez com a vítima. Autoridades preferiram não comentar o fato.

DN

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