
Amanhã, o Aterro da Praia de Iracema acolhe um público estimado de 200 mil pessoas para celebrar, junto com o Pe. Marcelo Rossi e convidados, os 40 anos da TV Verdes Mares com um ato de amor e fé
Se hoje as canções religiosas dividem as listas das mais tocadas nas rádios com músicas seculares, muito se deve ao Padre Marcelo Rossi. Pioneiro no Brasil a popularizar a evangelização com o auxílio da música, ele é um fenômeno em vendagem de discos (considerado um dos artistas mais lucrativos do país). E não para por aí. Por onde ele passa, reúne uma multidão de fieis.
Amanhã, Marcelo Rossi estará comandando o ato de louvor em comemoração aos 40 anos da TV Verdes Mares, a partir das 7h da manhã, no Aterro da Praia de Iracema. O padre interrompe suas férias para se unir a um público estimado de 200 mil pessoas e artistas cearenses nessa homenagem.
Em entrevista, o sacerdote confessa que está muito empolgado com o evento. "Vai ser um momento de muita emoção. O Ceará é o estado mais católico do brasil. será uma bênção estar aí em Fortaleza, que tem um peso muito grande. Tenho muito carinho por esse povo", disse.
No ato de amor e fé, que terá duas horas de duração, Marcelo Rossi cantará acompanhado por sua banda canções diversas, entre elas os grandes sucessos "Sonda-me", "Erguei as mãos", "Oração de São Francisco", "Como Zaqueu". Receberá também a dupla Ítalo e Renno, Waldonys, Chico Pessoa, Dorgival Dantas e Fábio Carneirinho. "Vamos unir vários artistas para cantar o amor de Deus. Esperamos católicos e evangélicos lá no Aterro", convida.
Homenagem
Orações, pedidos de bênçãos e agradecimentos farão parte do momento. Mas, Padre Marcelo avisa que muitas surpresas irão acontecer. Durante a conversa, ele deixa escapar apenas uma: cantará músicas em homenagem a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
"Vamos fazer uma espécie de forró pra Jesus. Vou cantar também uma música - não posso dizer qual - do Fagner. É em homenagem a Fortaleza", diz em tom de mistério. Quer um palpite? Aposto em "No Ceará é assim". Ele explica que Fagner foi convidado para a festa, mas não comparecerá por causa de incompatibilidade de agendas.
"Vai ser uma correria estar aí. Chego na sexta, de manhã estarei no Aterro e, de lá, volto para São Paulo para a missa de domingo", conta. Mesmo de férias, ele planeja já um evento especial, no Dia de Finados, para arrecadar doações para o Haiti. "Faremos uma homenagem a Zilda Arns e todos que morreram lá", antecipa. Por enquanto, ele se preocupa com o evento de amanhã. "É a primeira vez que faço um louvor tão cedo fora de um templo. Estou curioso".
Karine Zaranza
Repórter
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