3 de dezembro de 2009

Manifestantes exigem renúncia de Arruda

Cerca de 500 manifestantes invadiram à força o prédio da Câmara Legislativa do Distrito Federal exigindo a renúncia do governador José Roberto Arruda e do vice, Paulo Octávio. Ambos do DEM (Democratas), são acusados de comandar um esquema de corrupção em que estariam envolvidos também deputados distritais, secretários do governo e ainda empresários.
Os 150 manifestantes que primeiro chegaram à Câmara quebraram a porta principal (de vidro) e a porta do plenário (de madeira). Os dois seguranças não resistiram. Entre os manifestantes havia sindicalistas de várias categorias, estudantes e militantes de partidos como o PSOL e o PSTU.
Os manifestantes entraram carregando um caixão simbolizando enterro do governador Arruda. Dentro do caixão, um homem com uma faixa escrita a palavra "governador".
Eles usaram megafones para gritar: "Arruda na Papuda" - uma referência ao Presídio da Papuda. Gritaram também "Pê Ó no xilindró", em referência a Paulo Octávio. Além do caixão, os manifestantes depositaram no plenário uma caixa de madeira que disseram ser uma "caixa de Pandora" (nome da Operação da Polícia Federal que investiga o esquema de corrupção). Na caixa, estava escrito "DEM" e uma tradução: "Dinheiro escondido na meia".

Acordo
Depois de acordo com deputados distritais, os manifestantes decidiram encerrar o protesto pela saída imediata do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e do vice-governador Paulo Octávio.
Os manifestantes concordaram em ir para a galeria e assistir à sessão de leitura dos seis pedidos de impeachment do governador e do vice e de quebra de decoro dos parlamentares suspeitos de participar do esquema de corrupção.
No meio da tarde, a deputada petista Érika Kokay foi ao plenário e pediu que os manifestantes deixassem o local para que fosse aberta a sessão que daria encaminhamento aos pedidos de impeachment de quebra de decoro. Porém, o grupo não cedeu e ficou dividido. Alguns defendiam a permanência no local até a saída de José Roberto Arruda do governo, enquanto outros entendiam que o protesto já tinha alcançado o propósito de pressionar as autoridades. Foi montada uma comissão para definir os rumos da manifestação.
Com o fim do protesto, seis parlamentares, quórum mínimo para abertura da sessão, abriram os trabalhos. Dos deputados presentes, quatro eram do PT, que faz oposição ao governo Arruda. Os outros eram o Reguffe, do PDT, e Jaqueline Roriz, do PMN. A partir da leitura, o presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), determinou uma análise jurídica dos pedidos, em 24 horas.

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