Arruda disse que vai continuar no DEM, apesar das ameaças de expulsão feitas por partidários.
Líderes do DEM estão divididos entre expulsar o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, perdendo o único governador da legenda, ou defender uma postura de cautela, ouvindo o governador antes de qualquer decisão. Sem consenso, o comando do DEM adiou para hoje uma definição sobre a expulsão do filiado.
O democrata é suspeito de participar de um suposto esquema de pagamento de propina a integrantes da Câmara Legislativa do DF. O comando do partido se reuniu ontem com Arruda para discutir a crise em seu governo. No encontro, Arruda se defendeu das acusações e reiterou que é inocente do suposto esquema de propina.
O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), admitiu que as denúncias são graves, mas ressaltou que o governador tenha de fazer sua defesa para que o partido se decida e não se omita no caso.
"Sem dúvida nenhuma, as denúncias são graves. É preciso uma apuração para as investigações chegarem a um resultado. Amanhã chegaremos a um caminho para que o partido possa dar uma resposta à sociedade", afirmou. Na avaliação dos democratas que defendem a saída de Arruda, a expulsão mostraria a isenção do partido, evitando críticas de adversários políticos nas eleições de 2010. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), por exemplo, defendeu a expulsão de Arruda como forma de evitar o desgaste político, principalmente porque o DEM deverá indicar o candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. "Fiz algumas perguntas, não me satisfiz com as respostas e disse a ele que votaria na Executiva pela expulsão sumária", afirmou.
Arruda disse ontem que vai ficar no DEM, apesar da ameaça de expulsão do partido. Ele afirmou que vai "lutar até o fim" para provar que é inocente das acusações.
Ele atribuiu ao ex-governador do DF Joaquim Roriz (PSC) a responsabilidade sobre o esquema de corrupção, de quem disse ter herdado uma "herança maldita".
Arruda afirmou que o seu governo reduziu o repasse de verbas para as empresas de informática participantes do esquema, o que contrariou "interesses" de Durval Barbosa - que flagrou o governador em conversa na qual supostamente negociaria recursos para serem encaminhados aos aliados. Barbosa foi responsável por gravar diálogos e imagens de parlamentares e integrantes do governo do DF recebendo dinheiro.
"O nosso governo reduziu os gastos de informática em mais de 50% em relação ao governo passado. Em 2006, foram gastos R$ 510 milhões em informática. Este ano, 2009, gastamos R$ 209 milhões, menos da metade. Isto, estou certo, contrariou a muitos interesses, que agora fica claro são ligados ao denunciante."
Arruda disse que Barbosa é réu em 32 processos, todos eles relacionados a atos praticados no governo Roriz. Segundo o governador, os recursos "eventualmente" recebidos por integrantes do governo do DF foram destinados a ações sociais em 2004, 2005 e 2006 - e foram legalmente registrados na Justiça Eleitoral.
Arruda disse que nas gravações realizadas por Barbosa, houve edição e distorção das imagens. O governador disse que seus advogados estão estudando o inquérito da Polícia Federal para decidir o que fazer. Arruda disse que vai colaborar com "tudo o que for necessário" para as investigações.
Líderes do DEM estão divididos entre expulsar o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, perdendo o único governador da legenda, ou defender uma postura de cautela, ouvindo o governador antes de qualquer decisão. Sem consenso, o comando do DEM adiou para hoje uma definição sobre a expulsão do filiado.
O democrata é suspeito de participar de um suposto esquema de pagamento de propina a integrantes da Câmara Legislativa do DF. O comando do partido se reuniu ontem com Arruda para discutir a crise em seu governo. No encontro, Arruda se defendeu das acusações e reiterou que é inocente do suposto esquema de propina.
O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), admitiu que as denúncias são graves, mas ressaltou que o governador tenha de fazer sua defesa para que o partido se decida e não se omita no caso.
"Sem dúvida nenhuma, as denúncias são graves. É preciso uma apuração para as investigações chegarem a um resultado. Amanhã chegaremos a um caminho para que o partido possa dar uma resposta à sociedade", afirmou. Na avaliação dos democratas que defendem a saída de Arruda, a expulsão mostraria a isenção do partido, evitando críticas de adversários políticos nas eleições de 2010. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), por exemplo, defendeu a expulsão de Arruda como forma de evitar o desgaste político, principalmente porque o DEM deverá indicar o candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. "Fiz algumas perguntas, não me satisfiz com as respostas e disse a ele que votaria na Executiva pela expulsão sumária", afirmou.
Arruda disse ontem que vai ficar no DEM, apesar da ameaça de expulsão do partido. Ele afirmou que vai "lutar até o fim" para provar que é inocente das acusações.
Ele atribuiu ao ex-governador do DF Joaquim Roriz (PSC) a responsabilidade sobre o esquema de corrupção, de quem disse ter herdado uma "herança maldita".
Arruda afirmou que o seu governo reduziu o repasse de verbas para as empresas de informática participantes do esquema, o que contrariou "interesses" de Durval Barbosa - que flagrou o governador em conversa na qual supostamente negociaria recursos para serem encaminhados aos aliados. Barbosa foi responsável por gravar diálogos e imagens de parlamentares e integrantes do governo do DF recebendo dinheiro.
"O nosso governo reduziu os gastos de informática em mais de 50% em relação ao governo passado. Em 2006, foram gastos R$ 510 milhões em informática. Este ano, 2009, gastamos R$ 209 milhões, menos da metade. Isto, estou certo, contrariou a muitos interesses, que agora fica claro são ligados ao denunciante."
Arruda disse que Barbosa é réu em 32 processos, todos eles relacionados a atos praticados no governo Roriz. Segundo o governador, os recursos "eventualmente" recebidos por integrantes do governo do DF foram destinados a ações sociais em 2004, 2005 e 2006 - e foram legalmente registrados na Justiça Eleitoral.
Arruda disse que nas gravações realizadas por Barbosa, houve edição e distorção das imagens. O governador disse que seus advogados estão estudando o inquérito da Polícia Federal para decidir o que fazer. Arruda disse que vai colaborar com "tudo o que for necessário" para as investigações.
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