13 de novembro de 2009

Radiodifusores discutem tecnologias e negócios

O novo padrão de rádio digital e a modernização das emissoras entraram em discussão, ontem, no Rádio TV Show.
A modernização de emissoras de radiodifusão foi tema de palestras e debates, ontem, durante o Rádio TV Show, evento que aconteceu no Magna Praia Hotel com o intuito de apresentar a empresários do setor novos negócios e tecnologias para melhorar o trabalho das estações transmissoras. Maior celeridade para os 27 mil processos que tramitam no Ministério das Comunicações e a provável extensão do prazo de teste dos modelos de rádio digital também entraram na pauta. A proposta é aperfeiçoar os serviços e proporcionar ao ouvinte e ao telespectador informações, imagens e sons de melhor qualidade.
Cerca de 120 radiodifusores se inscreveram no evento, que foi aberto, oficialmente, pelo presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert), Edilmar Norões. Segundo ele, a ocasião é ideal para transmitir conhecimento de ponta para o radiodifusor da Capital e do Interior e estreitar os laços entre trabalhadores da área, entidades do setor financeiro e empresas do ramo de tecnologia.
Com essa aproximação, efetiva-se a possibilidade de os radiodifusores investirem na ampliação das emissoras de rádio e TV e na aquisição de novos equipamentos. Tanto que foram apresentadas linhas de financiamento, novos tipos de transmissores, sistema para transformar a rádio em uma TV para a Internet, aspectos de gestão empresarial e informações sobre atos de outorga estabelecidos pelo Ministério das Comunicações.
"Isso tudo é muito bom para o crescimento e gerenciamento das emissoras. Temos aqui parceiros que participam do dia a dia da radiodifusão cearense e outros que estão oferecendo uma oportunidade de aprimoramento", afirma Norões.
De acordo com Odésio Rodrigues, gerente executivo da Célula de Negócios da Superintendência Estadual do Banco do Nordeste (BNB) no Ceará, a instituição financeira é parceira no setor e tem possibilidade de firmar negócios com micros, pequenas, médias e grandes empresas da radiodifusão. Com base nisso, ele apresentou várias propostas, todas voltadas para o crédito local.
Segundo Rodrigues, o BNB responde por mais de 60% dos créditos concedidos no Nordeste, enquanto no Brasil os bancos públicos seguem o índice de 40%. A meta do banco é, até 2010, congregar um milhão de clientes. No ano passado, R$ 1,9 bilhão foi emprestado pelo BNB a clientes no Ceará, sendo que em 2009 o número está perto de R$ 3 bilhões. No Nordeste, o valor soma R$ 18 bilhões.
Para os radiodifusores, apresentou o Cresce Nordeste, programa que sintetiza cerca de 70 subprogramas voltados para os mais diversos setores, com juros de 5% a 10% ao ano e prazo de até 12 anos para pagamento e carência de até quatro.
O programa conta ainda com bônus de incentivo para quem é adimplente e vantagens para quem se localiza no semiárido nordestino. No caso do Ceará, Fortaleza não se insere nesse ecossistema, mas outros municípios sim, como Crateús e Tauá.
"Se a ideia for reformar o prédio da rádio, comprar equipamentos novos, temos linhas de financiamento variadas. O que existe de entrave são as garantias, que podem ser um terreno, um imóvel. O gerente destaca que pessoa física, jurídica, micro e pequenas podem adequar-se aos mais variados tipos de planos.

Nenhum comentário: