12 de novembro de 2009

Decisão do Operador do Sistema livrou CE do apagão

Mesmo com a existência de um Sistema Interligado Nacional (SIN) de produção e transmissão de energia elétrica, o Ceará foi um dos estados que não sofreu com o apagão que surpreendeu o País na noite da última terça-feira. Por intervenção do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que acionou um "plano de corte de cargas" para diminuir as consequências do blecaute, o fornecimento energético para o Estado não precisou ser interrompido.
"Houve um acidente, provocado por uma tempestade, que desligou três linhas de transmissão em Itaipu. Imediatamente, o operador precisou equalizar seletivamente as cargas, que são formadas por vários estágios. O Ceará está entre as regiões que não foram afetadas no acidente e que não precisou ter parte da energia desligada", explicou Maurício Jatobá, Coordenador de Relações Institucionais da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).
Segundo ele, o esquema definido pelo ONS, em conjunto com as distribuidoras regionais, desligou cerca de 800 Mega Watts (MW) no Nordeste. "Imediatamente após esta ocorrência, a Região, que recebia cerca de 600 MW de energia do Norte e do Sudeste passou a enviar 700 MW para o Sudeste", informou Jatobá.
O objetivo dos desligamentos e das inversões das cargas foi preservar outras regiões em detrimento da insuficiência de geração de energia no Sudeste. "É mais seguro o operador tomar as decisões do que haver uma sobrecarga que desligue uma parte ou todo o sistema", disse o coordenador da Chesf, lembrando que a normalização das cargas no Nordeste foi iniciada imediatamente após o acidente, tendo sido a última carga recomposta às 22h55.

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