O sonho do menino cearense, Henrique Paulo Rikson, de três anos, de se tornar piloto acabou dentro de um avião. Na tarde de ontem, o corpo do garoto, que morreu de câncer dentro de uma aeronave da Ocean Air, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo, chegou a Juazeiro do Norte, na região do Cariri.A criança faleceu na última quarta-feira pela manhã. Ele se encontrava em estado terminal de câncer, um tipo da doença considerado gravíssimo e que a qualquer momento poderia morrer por complicação.
No aeroporto de Juazeiro do Norte, familiares e um carro da funerária já aguardavam para seguir viagem para o município de Saboeiro, na região dos Inhamuns, terra natal dos pais.O funeral foi providenciado pela empresa aérea, que bancou todas as despesas de traslado e sepultamento. A família informou que o enterro da criança será na manhã de hoje, no Cemitério Nossa Senhora da Purificação, na cidade de Saboeiro.
Tristeza
Os pais, José Paulo Rickson e Fabiana Ferreira dos Santos, chegaram por volta das 15 horas em Juazeiro, no voo da Ocean Air, previsto para as 13h50. Paulo disse que vinha com a criança, na última quarta-feira, para que ele passasse mais alguns dias com a família.
O menino era filho único."Seria pelo menos o último Natal", disse a tia-avó Joana Maria da Conceição, que não se continha em lágrimas com a perda precoce do menino.Ela afirma que Henrique Paulo, desde que nasceu, tinha problemas de saúde. Era um garoto frágil. Os pais souberam do diagnóstico da doença em São Paulo, no início deste ano. Logo iniciaram o tratamento em busca da cura para o garoto.José Henrique foi para São Paulo em janeiro, e a mãe com o filho, no mês de fevereiro.
"A doença já estava enraizada", disse a tia-avó ao falar da gravidade do câncer que acometia Henrique Paulo.A decisão de trazer a criança, ainda com vida, para Saboeiro seria concretizada na quarta-feira passada. A família embarcaria na cidade de São Paulo e faria conexão em Brasília, onde pegaria um novo voo para Juazeiro do Norte.Paulo Henrique não conseguiu nem mesmo embarcar na Capital paulista. Morreu nos braços do pai por volta das 9h30. O fato provocou atraso de mais de uma hora, até chegar a Juazeiro do Norte.José Paulo Rickson afirmou que a Ocean Air prestou todo o atendimento à família desde a notícia da morte da criança. Ele chegou a dar depoimento à Policia Civil, em São Paulo. O casal se encontrava na casa de familiares, em busca de tratamento para o filho.
ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER
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