Pré-candidato a presidente da República pelo PSB, o deputado federal Ciro Gomes (SP) foi irônico ontem ao comentar o acordo entre PT e PMDB em prol da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "Só espero que o PMDB entregue o que está prometendo. Espero também que os termos da aliança sejam confessáveis", afirmou o deputado.Ontem, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), e o presidente licenciado do PMDB, deputado Michel Temer (PMDB-SP), confirmaram após jantar com o presidente Lula no Palácio da Alvorada, o anunciado acordo eleitoral que prevê a união dos dois partidos para sucessão em 2010. A chapa anunciada terá Dilma Rousseff como candidata à presidência e o vice será indicado pelo PMDB. Mais detalhes do acordo serão divulgados hoje.
Ciro Gomes, que é um crítico do PMDB, admitiu que os diversos encontros partidários realizados por Dilma nos últimos dias fortalecem a candidatura da ministra, mas afirmou que isso não o preocupa. "O PSB está ciente dessas movimentações. Nós também vamos cuidar de arrumar as nossas alianças", disse. Mas o momento, segundo afirmou o candidato, não é agora, e sim no ano que vem.
Ciro deixou claro que ele e seu partido preferem primeiro esperar por uma definição mais exata do quadro eleitoral. Principalmente, de quem será o candidato da oposição - se José Serra ou Aécio Neves (MG).
Ciro vem dizendo que não gostaria de concorrer contra Aécio. "Nosso tempo é março do ano que vem. Por enquanto, é gelo na veia", afirmou o deputado federal. Pelo menos por enquanto, o ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula afirma que sua disposição é concorrer ao Palácio do Planalto. O fato de o PSB apoiar o governo federal, no entanto, é, segundo ele, um fato inibidor para que se movimente com mais liberdade no momento.
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