18 de setembro de 2009

Pais do menino seqüestrado fazem um apelo

Onze dias depois do seqüestro de uma criança e sua babá, na cidade de Morada Nova (a 163Km de Fortaleza), a família do menino decidiu romper o silêncio e pedir ajuda da Imprensa para que o caso chegue ao fim. Ontem, o pai do garoto Rainério Herbert Façanha Filho, de apenas quatro anos de idade, autorizou o Diário do Nordeste publicar a fotografia do filho, assim como da babá.
"A família está muito angustiada. Os pais estão constantemente sendo sedados. A angústia e o sofrimento são muito grandes. Por isso, a família está fazendo um apelo de público para que, se alguém tiver alguma informação que possa ajudar na localização dos reféns, que comunique à família, ou mesmo à Imprensa e à Polícia", afirma um amigo do comerciante, que, no começo da tarde de ontem, recebeu a incumbência de representar os pais do menino e autorizar a publicação das fotografias.
O seqüestro ocorreu na noite do último dia 7, quando a família chegava em casa. Os seqüestradores já haviam invadido a casa do comerciante e dominado o caseiro. "Quando a família chegou de um passeio, foi rendida dentro de casa", explica.
Os seqüestradores levaram o menino Rainério Filho e a babá, a jovem Luana Mara de Freitas Rabelo, 19. Na fuga, os criminosos usaram o próprio veículo do empresário, uma caminhonete, que foi abandonada, horas depois, no distrito de São João do Aruaru.
Nos dias seguintes, os seqüestradores passaram a manter contato com a família, exigindo o pagamento de resgate. De Fortaleza, foi enviada à Morada Nova uma equipe da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), sob o comando dos delegados Andrade Júnior e Antônio Pastor. Mas, a pedido do pai da criança, a Polícia foi afastada do caso.


DN

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