O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan (PT), leu requerimento e despacho pelo acolhimento, para análise dos deputados, do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB) na sessão plenária de ontem.No texto, de 23 páginas, Pavan sustentou que há indícios de que a governadora tucana tinha conhecimento de fatos relacionados a irregularidades na gestão do Detran, manteve o esquema que, segundo a Polícia Federal, desviou R$ 44 milhões da autarquia até ser descoberto no fim de 2007, permitiu ações de seu governo destinadas a favorecer a fraude e não adotou providências para afastar auxiliares suspeitos de prática de irregularidades.O ato marca o início da tramitação do processo de afastamento formulado pelo Fórum de Servidores Públicos Estaduais (FSPE) no dia 9 de julho e foi festejado por cerca de 250 sindicalistas que entoaram o hino do Rio Grande do Sul e gritaram "Yeda, fora" nas galerias.Apesar de gerar desgaste ao governo, o pedido tende a ser rejeitado logo na primeira fase, segundo previsão tanto dos aliados de Yeda quanto da oposição, que admite dificuldade para reverter a maioria que a situação tem no parlamento. É provável que seja rechaçado na metade de outubro, quando, segundo o procedimento, sua admissibilidade será apreciada pelo plenário.As bancadas têm prazo até sexta-feira (18) para indicar seus representantes na comissão especial de 30 deputados que será formada para avaliar se a denúncia deve ou não ser apreciada na Casa, sem entrar no mérito da questão.
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