O prefeito de palhano despacha normalmente. Após ter passado pela cassação do seu diploma, em que a Justiça Eleitoral validou acusações de compra de votos, o prefeito Francisco Nilson Freitas retornou ao cargo por força de uma liminar de efeito suspensivo à decisão anterior, então determinada pelo juiz Eduardo Fontenele Batista. A nova decisão judicial foi despachada pelo juiz Jorge Luiz Girão Barreto, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Fortaleza.
A primeira decisão judicial, no dia 11 de setembro, ocorreu após a Justiça Eleitoral acatar denúncia do Ministério Público, por sua vez apurando denúncias de eleitores, que reclamavam de suposta compra de votos para as eleições 2008, pelo então candidato Nilson Freitas, que já era vice-prefeito de Palhano. Segundo as denúncias, teriam sido distribuídos 300 vales-combustíveis, também usados para as passeatas, mas com fins de compra de votos, especialmente de motoqueiros.
Depois da cassação, passeata e fogos foram organizados por opositores políticos do prefeito Nilson Freitas, enchendo as ruas do município. A grande dúvida era sobre quem assumiria o cargo, já que o documento judicial não recomendava a posse a ninguém, ficando aberto para a ocupação interina pelo presidente da Câmara Municipal, José Ribeiro. O vereador, no entanto, não se manifestou para tomar posse.
O prefeito Nilson Freitas negou as acusações e recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na semana seguinte. No último dia 14, foi levada a efeito a ação cautelar número 11.312, cujo relator foi o juiz Jorge Luiz Girão Barreto. O prefeito então foi reconduzido ao cargo e já voltou a despachar na sede da Prefeitura.
Por sua vez, o grupo de aliados políticos do gestor realizou carreata com fogos pela cidade depois da decisão judicial. Na última sexta-feira, o prefeito de Palhano esteve com o governador do Estado, Cid Gomes, para alocação de recursos para o município. E ontem esteve em Fortaleza para reunião com secretários de Estado.
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