13 de setembro de 2009

Dilma gera conflito na base

A falta de entusiasmo da base aliada com a candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, combinada à inexistência de um plano B e aos primeiros sinais de queda da petista nas pesquisas para 2010 têm acirrado as disputas entre as alas governista e serrista no PMDB. Já cresce o movimento para impedir uma coligação formal do partido com o PT. Uma aliança branca tiraria uma das principais vantagens do apoio do maior partido do país ao candidato governista: o seu precioso tempo na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
O ex-governador Orestes Quércia, aliado do tucano José Serra (SP), tem viajado para articular com diretórios regionais a derrubada, na convenção do partido, ano que vem, da proposta de coligação formal entre PT e PMDB. Isso liberaria os peemedebistas nos estados para apoiar quem quiserem para o Planalto.Há duas semanas, a cúpula, liderada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (SP), cobrou do presidente Lula a necessidade de anunciar logo que a vaga do vice de Dilma será do PMDB. Com isso, avaliam, será mais fácil neutralizar a ação de Quércia.
No encontro com Lula, o líder Henrique Eduardo Alves (RN) apresentou um mapa das resistências a Dilma. Pelo documento, elas estariam no Sul e Sudeste, além de estados do Norte (Pará) e do Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul). Santa Catarina e Rio Grande do Sul são considerados casos perdidos. Tentam salvar Minas, Pará, Bahia e Ceará, onde o deputado Eunício Oliveira disputa com o ministro José Pimentel (Previdência) a vaga para o Senado.
Lula ficou de tentar encaminhar soluções, mas até agora nada foi resolvido. Na próxima semana, haverá nova reunião, já que cresce também a pressão do PSB para que o vice de Dilma seja Ciro Gomes (CE).
DN

Nenhum comentário: