Ontem foi dia de manifestação para bancários cearenses em greve. Com a ocupação da agência do Bradesco no Centro a greve da categoria segue em frente.
A agência do Bradesco localizada no encontro das ruas Senador Alencar e Major Facundo, no centro da cidade, foi ocupada na manhã de ontem por manifestantes partidários da greve dos bancários apoiados por diversos sindicatos. Banda de música, tambores, apitos, sistema de som, gritos de ordem, bandeiras e teatro foram recursos usados para inviabilizar o atendimento na agência que resistia à greve.
A gerência do banco já aguardava a manifestação. Os grevistas encontraram as portas abertas e a entrada giratória retirada. Os seguranças ficaram à distância e os clientes atônitos. Por volta de meio-dia, dezenas de quentinhas foram fornecidas dentro da agência para um ``almoço social``, nas dependências do próprio banco, que reforçou a paralisação. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, 32 sindicatos deram suporte à greve e o balanço do dia anterior registrava a interrupção dos trabalhos por 69% da categoria. ``Nós enviamos uma carta a Fenaban (Federação Nacional de Bancos) para iniciar as negociações, mas eles cruzaram os braços. Eles estão apostando no enfrentamento. Então a partir de hoje vamos fazer uma vigília em frente à sede em São Paulo para exigir respostas``, diz Eduardo.
A Fenaban, braço sindical da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), por meio de sua assessoria de comunicação, argumenta que apresentou proposta salarial à categoria no dia 17 último e aguardava uma contra-proposta a fim de dar andamento a uma negociação. No entanto, informa, os bancários teriam decidido entrar em greve sem esse trâmite. A Fenaban rtegistra que nos próximos dias uma reunião será convocada para resolver o impasse. Pleiteando 10% de reajuste, aumento do piso salarial e garantias como fim da terceirização, mudança de horário de atendimento, entre outras questões, os bancários justificam a greve contabilizando o lucro dos bancos em R$ 19 bilhões no primeiro semestre.
SITUAÇÃO NA CAPITAL.
BB - 62 agências, 55 paradas, 88,71%.
Caixa Econômica - 59 agências, 54 paradas, 91,53%.
BNB - Das sete agências, três paralisadas (42,86%)
Bradesco - 45 em funcionamento Itaú - 24 agências em funcionamento
HSBC - De oito agências, sete estão em greve (87,5%)
Unibanco - 17 agências, 11 paradas (64,71%)
Santander - As duas agências na Capital estão paradas.
Real - 15 agências, sendo que cinco estão paradas (33,33%)
fonte Sindicato dos Bancários do Ceará
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