14 de agosto de 2009

Estudantes são detidos após protesto contra Sarney

Aos gritos de "Fora Sarney", dez estudantes realizaram, na tarde desta quinta-feira, uma manifestação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e outros parlamentares. Alguns destes estudantes foram detidos e prestam depoimento na Polícia do Senado.
O grupo, formado por representantes do Diretório Central dos Estudantes da UnB (Universidade da Brasília) e da Cima (Central Independentes de Manifestação Ativistas), burlou a segurança e conseguiu entrar no Senado, mesmo com a proibição de acesso de visitantes como medida de prevenção à Influenza A (H1N1) - gripe suína.
Os estudantes foram impedidos de se manifestar pela Polícia Legislativa, de uma forma que classificaram de "truculenta".
"É uma ditadura branca, os seguranças estão perseguindo os estudantes, que nada mais querem do que cobrar desta Casa, que está podre", afirmou o estudante Rodrigo Pilha. "Polícia é para ladrão, para estudante, não", reclamou.
Quando tentaram mostrar cartazes com frases contra os senadores, principalmente Sarney, os policiais legislativos usaram da força contra os estudantes que, várias vezes, gritaram que o ato era pacífico.
Polícia na mira
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, afirmou que vai pedir o afastamento do diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Carvalho, devido à forma violenta com que a polícia da Casa tem reprimido manifestações.
Por telefone, o tucano informou que o pedido de afastamento deve ser formalizado amanhã (14) e será assinado também pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Outros protestos
Ontem, um grupo de manifestantes do Psol subiu na marquise das Cúpulas do Congresso para pedir a saída de José Sarney da presidência do Senado.
Aliás, os mesmos estudantes do protesto de hoje já haviam tentado, na terça-feira (11) entregar 11 pizzas ao presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), contra o arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado.

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