10 de julho de 2009

Nova denúncia aumenta pressão contra Sarney

A denúncia foi suficiente para Sarney passar o dia dando explicações e sofrendo pressão dos partidos

Nova denúncia envolvendo o presidente do Senado, José Sarney, renovou a crise, que parecia sanada no Senado Federal. Segundo matéria publicada ontem no jornal ´Estado de São Paulo´, a Fundação José Sarney, criada pelo presidente do Senado para manter o museu com o acervo do período em que foi presidente da República, desviou verbas da Petrobras para empresas fantasmas e de parentes do próprio senador.
Ainda de acordo com a reportagem, cerca de R$ 500 mil repassados pela estatal foram transferidos para companhias terceirizadas com endereços fictícios em São Luís, no Maranhão, contas bancárias paralelas ao projeto e para emissoras de rádio e TV de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais.Segundo o “Estado de S. Paulo”, em 14 de dezembro de 2005, o projeto foi aprovado sem participação de concorrência pública e, no dia seguinte, a Petrobras anunciou a liberação do dinheiro.
A estatal informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como “convidada” e por isso não teve de passar por seleção.A denúncia foi suficiente para Sarney passar o dia dando explicações e sofrendo pressão do PSDB e do PT.
A denúncia ocorre um dia após Sarney prometer à oposição instalar a CPI da Petrobras.Em nota, Sarney afirmou que não participa da administração da fundação, ´nem tem responsabilidade sobre ela´. A nota diz ainda que os esclarecimentos sobre a acusação devem ser prestados pelos administradores ´constituídos´.Já Fundação José Sarney informou que foram cumpridas “todas as metas privilegiadas no contrato de patrocínio da Petrobras”. Argumentou ainda que as empresas de comunicação da família Sarney receberam recursos em razão da “média de audiência comprovada” no Maranhão.
O presidente da Fundação, José Carlos Sousa e Silva, chamou de ´leviana´ as denúncias. Ele afirma que a Petrobras acompanhou a execução do projeto cultural que foi patrocinado pela Lei Rouanet.A Petrobras, também em nota, disse que a Fundação cumpriu todas as contrapartidas e como a verba foi via Lei Rouanet, o Ministério da Cultura é que deve fiscalizar a prestação de contas. Já o Ministério da Cultura disse que a Fundação não teve privilégios.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio, defendeu que o Ministério Público investigue a denúncia. Disse que também vai fazer representação contra Sarney junto ao Conselho de Ética.





FONTE DN

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