O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer agora que o PT desista de candidatura própria ao governo de São Paulo e apoie o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na campanha ao Palácio dos Bandeirantes.
Sob o argumento de que o PT precisa fechar parcerias com outros partidos para fortalecer a candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Planalto, em 2010, Lula cobrou "responsabilidade" do partido e deixou claro que tentará enquadrar os petistas. Após o recesso parlamentar, ele chamará deputados, senadores e dirigentes do partido para uma conversa, em Brasília.
"O PT precisa ter responsabilidade e saber a força que tem em cada Estado", disse o presidente. "Com 20 anos de história, o PT já deve ter aprendido que tem de fazer política de alianças para ganhar as eleições."
Lula já chegou a manifestar preferência pela candidatura do deputado Antonio Palocci (PT-SP) à sucessão do governador José Serra (PSDB), mas hoje acredita que essa opção é difícil de ser concretizada. Acusado de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci está à espera do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), que deve ocorrer em agosto, mas Lula avalia que, quanto mais se fala no assunto, mais o STF adia a decisão para não parecer pressionado pelo Planalto.
Mesmo confiando na absolvição de Palocci, o presidente tem dito, em conversas reservadas, que é melhor apostar em outra alternativa para não "queimar" o ex-ministro da Fazenda. "Ciro é um bom nome", argumentou ele. O presidente sabe da resistência do PT a essa "solução" fora da seara petista, mas está disposto a convencer o partido.
Estimulado pelo Planalto, Ciro admite desistir da candidatura à sucessão de Lula, trocando seu título eleitoral de Fortaleza para São Paulo. Ciro é paulista de Pindamonhangaba, mas construiu sua carreira política no Ceará - foi prefeito de Fortaleza (1988 a 1990) e governador do Estado (1991 a 1994).
Sob o argumento de que o PT precisa fechar parcerias com outros partidos para fortalecer a candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Planalto, em 2010, Lula cobrou "responsabilidade" do partido e deixou claro que tentará enquadrar os petistas. Após o recesso parlamentar, ele chamará deputados, senadores e dirigentes do partido para uma conversa, em Brasília.
"O PT precisa ter responsabilidade e saber a força que tem em cada Estado", disse o presidente. "Com 20 anos de história, o PT já deve ter aprendido que tem de fazer política de alianças para ganhar as eleições."
Lula já chegou a manifestar preferência pela candidatura do deputado Antonio Palocci (PT-SP) à sucessão do governador José Serra (PSDB), mas hoje acredita que essa opção é difícil de ser concretizada. Acusado de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci está à espera do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), que deve ocorrer em agosto, mas Lula avalia que, quanto mais se fala no assunto, mais o STF adia a decisão para não parecer pressionado pelo Planalto.
Mesmo confiando na absolvição de Palocci, o presidente tem dito, em conversas reservadas, que é melhor apostar em outra alternativa para não "queimar" o ex-ministro da Fazenda. "Ciro é um bom nome", argumentou ele. O presidente sabe da resistência do PT a essa "solução" fora da seara petista, mas está disposto a convencer o partido.
Estimulado pelo Planalto, Ciro admite desistir da candidatura à sucessão de Lula, trocando seu título eleitoral de Fortaleza para São Paulo. Ciro é paulista de Pindamonhangaba, mas construiu sua carreira política no Ceará - foi prefeito de Fortaleza (1988 a 1990) e governador do Estado (1991 a 1994).
DIARIO DO GRANDE ABC
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