6 de julho de 2009

José Sarney diz que mandou abrir processo

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) disse, ontem, que determinou a abertura de processo administrativo contra o ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia e o ex-diretor da Secretaria de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.Uma comissão de sindicância foi criada para investigar irregularidades no Senado, entre elas atos administrativos que não foram publicados, conhecidos como atos secretos. Agaciel e Zoghbi são acusados de dar ordens para que determinados atos administrativos fossem mantidos em segredo.Caso seja apontada a culpa dos dois, eles podem sofrer advertência, suspensão ou demissão.
Sarney falou sobre a abertura de processo contra os ex-diretores após um encontro com o arcebispo emérito de Brasília, dom José Falcão.
Ainda ontem, Sarney recebeu, em sua casa, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). O senador Gim Argello (PTB-DF), o ex-ministro da Casa Civil, Ronaldo Costa Couto, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também estiveram no local, neste domingo. “O espírito de Sarney está tranqüilo e aliviado”, disse Lobão.
Já Ronaldo Costa Couto afirmou, ao sair, que foi apenas encontrar um “velho amigo” e não opinaria sobre política.
“Suicídio”
Ao mesmo tempo em que continua a pressão para que José Sarney renuncie à presidência do Senado, o nome do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) aparece com um dos mais cotados para o cargo.
Ele afirmou, contudo, que assumir a função pode ser um “suicídio político”.“Não sei se aceitaria porque, apesar de ter me investido em uma missão muito difícil quando assumi no lugar de Renan Calheiros, a situação hoje é muitas vezes pior. Então não estou cogitando isso porque ele não renunciou e, se fosse o caso, era realmente de se pensar muito. Porque pode ser um suicídio político”, avaliou.Para Garibaldi Filho, a situação do presidente José Sarney é muito delicada. “Está muito difícil. Muito grave porque os partidos estão retirando apoio a ele, até mesmo o DEM, que era da base de sustentação dele. Mesmo assim ele acha que pode continuar”, afirmou, acrescentando que o presidente Lula, com a interferência que faz na bancada de senadores do PT, está interferindo em outro Poder.

fonte DN

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