Os policiais civis do Estado do Ceará vão paralisar as atividades na próxima quarta-feira (23). O pequeno efetivo de inspetores e escrivães será reduzido para apenas 30 por cento, a partir das 8 horas do dia 23, depois de um ato público que será realizado em frente à sede da Superintendência da Polícia Civil, no Centro de Fortaleza.
As principais reivindicações da categoria, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpoci) Weudo Jorge Queiroz, são melhores condições de trabalho, pautas que não foram cumpridas em acordo da mesa de negociação anterior, e também um aumento no índice do reajuste salarial de inspetores e escrivães.
A decisão de deflagrar a greve foi tomada em assembléia realizada na última quinta-feira (16) no Clube dos Policiais Civis, na Barra do Ceará. Na ocasião, conforme dados do Sinpoci, cerca de 200 policiais decidiram pela paralisação. Os próximos passos, de acordo com Weudo Queiroz, é a formalização da decisão dos policiais e fazer as reivindicações oficiais ao Governo do Estado.Com relação a aumento de salário, Queiroz afirmou que a categoria deseja que seja concedido aos policiais civis o mesmo índice de reajuste proposto para os professores da Academia de Polícia Civil e aos médicos legistas da Coordenaria de Medicina Legal (CML), que foi de 116 por cento. “Nosso aumento foi de sete por cento”.
Efetivo
O presidente do Sinpoci salientou que a luta é também pelo aumento do efetivo e melhores condições de trabalho. “A Polícia Civil está se acabando, não tem mais ninguém. Queremos todos as delegacias funcionando 24 horas, mas para isso é preciso ter efetivo e condições de trabalho”.
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