Fortalezenses e turistas não vão poder tomar banho nas praias de Fortaleza. Pelo menos, 30 estão poluídas .O principal atrativo turístico de Fortaleza encontra-se ameaçado a menos de um mês do início da alta estação. Entre as 31 praias monitoradas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), em todo o litoral da cidade, apenas a da Ponte dos Ingleses está avaliada como própria para o banho. Todas as outras estão impróprias, de acordo com o boletim de balneabilidade divulgado ontem pelo órgão de meio ambiente.O pior disso tudo é que, apesar de estar em condições de balneabilidade, a Praia da Ponte dos Ingleses não é adequada para o banho por ser quase toda cercada de rochas que contêm o avanço do mar em direção ao calçadão. Apenas surfistas, atletas de triatlo e moradores da Praia de Iracema costumam freqüentar o local.Entre os que se arriscam, estão os estudantes Sávio Mateus Tales, dez, e Diogo da Silva, 16. Ontem, ambos tomavam banho e saltavam em meio às lajes da parte da ponte que foi levada pelo mar. Enquanto o mais velho confessou já ter rasgado a perna na brincadeira, o mais novo pouco se importava.Já o turista Wanderley Vilas Boas, 46, morador de Maringá, no Paraná, afirmou sentir-se “decepcionado” e “preocupado” ao ser informado pela reportagem que a Ponte dos Ingleses é a única praia limpa em Fortaleza. Esta semana, ele tomou banho na Praia do Futuro, onde não havia informações de que aquela praia está poluída.Na Capital com o objetivo de fugir do frio de cerca de 10º do Sul do País, o turista critica também o estado em que se encontra a Praia de Iracema e a Ponte dos Ingleses. “A Praia de Iracema é uma vergonha. Há uma sujeira muito grande. A Ponte do Ingleses está se degradando, faltando vigas. Ela mereceria uma conservação maior”, avaliou o turista.
Análise Conforme o boletim da Semace, uma praia é considerada imprópria para o banho quando há mais de 2.500 coliformes termotolerantes por 100 ml da amostra ou quando existirem ocorrências que possam ocasionar risco à saúde do banhista, como presença de resíduos sólidos ou animais no entorno da área de banho.Segundo a gerente do Núcleo de Análise e Monitoramento da Semace, Magda Kokay, na última análise feita pela Semace, algumas praias já tiveram índice menor de coliformes, mas, de acordo com a Resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), devem ser consideradas as amostras colhidas nas últimas cinco semanas. Assim, a previsão é de que a balneabilidade melhore no fim deste mês ou no início de julho.Ela destacou ainda que a Prefeitura e a Cagece realizam um programa de despoluição de praias que já autuou 7 mil estabelecimentos por ligações clandestinas de esgoto à rede pluvial, o que provoca a poluição das praias. A principal causa do problema, na opinião de Kokay, porém, foi a forte quadra chuvosa, que carreou água dessas galerias para o mar.Quanto à colocação de placas indicativas na orla, ela informa que o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) estuda a adoção de um sistema de bandeiras azuis para certificação das praias de Fortaleza.
PREJUÍZO ECONÔMICO Águas poluídas podem resultar em propaganda negativa Um prejuízo para a economia da cidade.
É isso que representa o alto índice de poluição nas praias locais na opinião da professora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Regine Vieira. Para ela, os turistas poderão fazer propaganda negativa de Fortaleza, sobretudo se a balneabilidade não melhorar até julho. “Quantas doenças de pele você não pode adquirir numa praia?”, indaga.A especialista ratifica que as chuvas são a principal causa do problema, mas lembra que a falta de fiscalização pelo poder público dos esgotos clandestinos ligados à rede pluvial é um agravante. Para ela, é preciso fazer mapear essas galerias e, principalmente, fiscalizar as ligações clandestinas.Além disso, Regiane lamenta não haver saneamento básico em toda a cidade, caso da Praia do Futuro, onde as barracas depositam o esgoto direto no mar. Na Estátua de Iracema, por outro lado, o problema é a contaminação pelo Riacho Maceió.Contribui para o problema, segundo a especialista, a corrente marítima Deriva Litorânea, que contamina, em seqüência, as praias no sentido leste-oeste a partir do Mucuripe. Aparte a natureza, a professora resume: “No fundo, o problema é educacional. O governo deveria investir em educação ambiental”.
COMO DIRIA O MEU AMIGO TADEU NOGUEIRA,LÁ VOU EU - LENDO ESSA MATÉRIA FIQUEI A PENSAR COM MEUS BOTÕES IMAGINE SE A SEMACE MONITORAR AS PRAIS AQUI DE CAMOCIM OU MESMO SE ELES ASSISTIREM A MATÉRIA QUE A TV VERDES MARES EXIBIU SOBRE OS DEJETOS QUE ESTÃO SENDO JOGADOS NA ORLA DE CAMOCIM. COM CERTEZA TAMBÉM IRIAM DIZER QUE ESTAVA IMPRÓPRIA PRA BANHO.
FAZER O QUE NÉ A SEMACE NÃO ANDA POR AQUI. REVEJA A MATÉRIA AQUI
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