Padilha, articulador político de Lula, defendeu união entre Eunício e Pimentel e disse que quem deve estar decepcionado é ''candidato que só cai nas pesquisas''
- O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha, considera que a unidade entre as candidaturas de José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) é fundamental para a possível vitória dos candidatos governistas nas eleições para o Senado.
Ao comentar a turbulência entre os dois aliados, o homem responsável pela articulação política do Palácio do Planalto disse acreditar que os dois já se conscientizaram de que a unidade é a melhor estratégia de campanha contra o candidato da oposição, Tasso Jereissati (PSDB). E sinalizou que o Palácio deseja que a união seja mantida.
''Mais que uma orientação, isso (a unidade entre as candidaturas de Pimentel e Eunício) é a crença de que a melhor forma de tocar a campanha é fazendo uma agenda conjunta, com atividades conjuntas”.
A manifestação ocorre em um momento no qual PT e PMDB, cada vez mais, adotam estratégias e agendas diversas, em meio a um abalo na aliança.
O ministro, que conversou com O POVO na tarde de ontem, por telefone, confirmou ainda a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Ceará, no próximo dia 15, com intenção de juntar os candidatos.
Tasso
Padilha destacou ainda que não há, na direção nacional do PT, qualquer decepção com o desempenho de José Pimentel – que tem aparecido numericamente atrás de Eunício, embora em situação de empate técnico.
''Eu acho que quem tem de está decepcionado é o candidato que só faz cair nas pesquisas”, atacou, referindo-se a Tasso, que perdeu sete pontos da primeira para a segunda pesquisa O POVO/Datafolha. Na pesquisa Ibope, contudo, ele manteve na segunda pesquisa o percentual que tinha no primeiro levantamento. Tanto em uma como em outra, o tucano lidera com folga.
Questionado sobre a quebra de sigilo fiscal de familiares do candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), Padilha foi evasivo e apenas destacou que o governo é o maior interessado em descobrir os responsáveis e puni-los. Perguntado se não considera comprometedor para a candidata que saiu do Governo Federal, Dilma Rousseff, o fato de ter ocorrido quebra de sigilo dentro da Receita, Padilha disse apenas que o episódio não tem relação com a campanha eleitoral. “A Dilma não era candidata (na época da quebra de sigilo, no fim de 2009)”.
DN
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